Uma nota sobre a educação no Brasil
Ninguém educa ninguém como tampouco ninguém se educa a si mesmo:
Os homens se educam em comunhão mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire
Nota
Pelo exposto trabalho tenho como objetivo geral fazer uma reflexão sobre o ensino oferecido no Brasil.
No caso em particular direcionarei nota as experiências vividas por 12 anos em sala de aula ( do ensino básico ao superior) algumas vezes como professora. Outras como aluna, outras ainda como mãe( ensino básico) e as teorias estudadas e pregadas nos cursos de formação de professores.
Não tenho interesse e nem a prepotência de levantar dúvidas sobre tais assuntos e pensadores, apenas tornar registrado questionamentos que não querem se calar.
Uma reflexão do tipo de ensino que nossas escolas vem oferecendo
A educação pela pedra
Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, frequentá – la;
Captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
Ao que flui e a fluir, a ser maleada:
A de poética, sua carnadura concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições de pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletra-la...
João Cabral de Melo Neto
O Currículo Educacional regular aplicado no Brasil, limita professores e alunos pelo programa oficial oferecido, margeando a grande massa dominadora do centro das decisões, negando oportunidades de mudança e crescimento. As escolas estão repletas de fracassos, promovido por uma forma arcaica de ensino e pelos meios de comunicação.
Os alunos induzidos pela falsa idéia de poder consumista, violento e amoral se negam a adquirir os conhecimentos oferecidos e promovem o conhecimento de consumo. Regras e normas impostas por “velhos ditadores” , senhores e donos da verdade, desapontam a ambos e impedem que o ensino - a forma de ensinar – acompanhe o ritmo acelerado do mundo contemporâneo. A censura à novas idéias; o medo de aplicar novas ideologias; de ser oposição dentro deste sistema e o risco de se expor, faz com que muitos evitem ultrapassar os limites existentes entre o conhecimento e a velha forma de ensinar.
As escolas, dentro do contexto pedagógico, são manipuladoras e inquestionáveis e nossos alunos subestimados em seus conhecimentos. Essa manipulação promove um desgaste emocional entre professores e alunos, e conseqüentemente a falta de interesse no que se refere ao aprendizado, culminando na inquietação, insatisfação e decepção de ambos. Todos estes fatores fazem surgir em alguns – tanto professor como aluno – a chamada personalidade compulsiva agressiva.
Quando esta personalidade e obtida pelo professor, o problema muitas vezes é resolvido com o afastamento do mesmo de sala de aula. Mas quando é o aluno quem o adquire, as resoluções são da pior maneira possível. Quem que sendo professor a pelo menos doze meses, nunca viu ou presenciou um caso deste tipo?
Sabe-se que o aluno problema se torna um ser rejeitado, principalmente pelos seus professores e sabe - se também que estes mesmos alunos são perseguidos e ridicularizados diante da comunidade escolar. Para o aluno com personalidade compulsiva agressiva o desinteresse por tudo é fato notório. Quando encontra em seu caminho, um profissional que o reconhece e se dispõe a ajuda-lo, ampara-lo e incentiva-lo na busca do conhecimento educacional, este se transforma e todo trabalho resulta em experiências surpreendentemente positivas. Mas quando isto não acontece, o aluno se torna alvo das piores experiências, fazendo com que o mesmo desista de fazer parte do sistema escolar e surgindo então a tão discutida “evasão escolar”.
O fracasso escolar não está somente nos professores, nos velhos prédios, nas cadeiras quebradas, no quadro negro que não é negro e que o professor não consegue escrever mais nele. Esta dentro de casa, com pais sem tempo para os filhos, sem tempo para doar, compreender, amar. Esta dentro das escolas com pais ausentes - de corpo, de interesse, de vida, de tempo – porque seu tempo é pouco... e o pouco que tem, já esta comprometido com o sofá da sala, com o noticiário da televisão, para a louça da pia, com a roupa suja...para os papos na Internet, para a piguinha no “boteco” da esquina...uma infinidade de um tempo que não tem tempo.
Daí uma pergunta que não quer calar: A quem interessa que a grande massa dominante trabalhadora obtenha conhecimento? Ao poderosos creio que não. Aos pequenos por demais, nada passa de utopias... Então há quem? Se em pleno séc. XXI, o poder ainda e centralizador, a decisões ainda são tomadas em gabinetes fechados e a cultura prega a falsa noção de que se vale quanto se tem e o saber apenas é uma forma de ganhar dinheiro, de subir na vida?
Em sociedades complexas como as do terceiro mundo, o ensino que deveria ser prioridade, fica sempre em último lugar. O modelo de desenvolvimento educacional no Brasil deveria ser único e aplicável, independente de condições financeiras, classes sociais ou didáticas pedagógicas. Evidentemente que isto exigiria uma quebra no padrão de planejamento das atividades escolares. Começaria com a mudança do formato dos encontros pedagógicos. Estes deveria ser dinâmicos, com palestras intertextualizadas, com temas atuais, interessantes, cheios de alegria, que enriquecesse os professores, para que se sentissem livres para criar, discutir, aprimorar suas idéias e conhecimentos juntos.
Marli André, da Faculdade de Educação da USP, cita o seguinte sobre este assunto: “...julgamos imprescindível que se implante nas escolas uma sistemática de encontros...onde professores e coordenadores possam estar analisando conjuntamente seu fazer pedagógico”. Isto faria com que todos adotassem atitudes transformadoras, baseadas no diálogo, sem medo de correr riscos. Estabeleceria entre ambos, diretrizes pedagógicas em conjunto, refletindo em sala de aula, na relação entre alunos e professores.
Neste caso aconteceria então o “ensino libertador” pregado por Paulo Freire, pois, a relação seria dialógica e o professor teria a função de “mediador do conhecimento”, por possuir o instrumento para concretização do mesmo. Mas os problemas não param por aí. Existem outros fatores que também influenciam na formação do conhecimento do aluno, que fogem a qualquer regra pedagógica, tais como: formação cultural, vivência familiar, vivência social, condições econômicas, e fatores psíquicos.
Não se pode dizer que um aluno oriundo de família problemática, sem condições financeiras, receberá as informações passadas pelo professor, da mesma maneira que seu colega que não vive esta situação e assim sucessivamente. Não se pode afirmar que o professor hoje seja respeitado da mesma forma que o era a quarenta anos atrás e que os alunos têm o mesmo interesse pelos estudos de vinte anos passados. Hoje, as pessoas que se dedicam ao ensino, não se orgulham mais da profissão que escolheram, pelo fato de não serem ninguém neste processo. São pássaros que não podem voar.
São humilhados em seu trabalho com salários vergonhosos, podados por superiores, aniquilados pela sociedade e como se ainda não bastasse, são apedrejados por alunos cheios de direitos e vazios de deveres. Trocando em miúdos, o ensino oferecido por nossas escolas é pessímo e vazio, porque são transmitidos por profissionais que sentem vergonha da profissão que exercem e dizem: “Eu não sou professor, estou professor e se Deus quiser ainda saio dessa”. Paulo Freire faz uma explanação sobre este assunto: “...se você considera que a estratégia de ensino é um sonho, as táticas são mediações, as formas, os métodos, os caminhos, os instrumentos para concretizar o sonho, para materializar a estratégia. Esta estratégia não pode ser dicotomizada ( dicotomia – divisão de um conceito em dois elementos em geral contrários).
È imprescindível que se tenha noção de que algo se perdeu com toda essa abertura, com toda essa globalização porque não se lembrou da máxima de que tudo influência no caminho do conhecimento. Nessa transformação, o professor deveria ser reconhecido pelo seu valor e este por sua vez, deveria estar preparado para identificar em cada aluno suas dificuldades e facilidades. Deveriam também trabalhar para que suas aulas fossem repletas de motivações interligadas ao dia-a-dia da comunidade escolar , seja ela numa Instituição Públicas ou Particular.
David Fontana cita em seu livro “Para Professores” que a natureza do indivíduo que aprende é repleta de fatores, tais como, ansiedade, auto-estima, extroversão, introversão, motivação intrínseca e extrínseca. Talvez seja por isso que o Fracasso Escolar e o Analfabetismo Funcional tenham um índice assustador no Brasil. Erra-se quando defende-se uma única pratica didático pedagógica, pois, todas elas se completam em determinados momentos e Paulo Freire induz a este pensamento quando diz:
“...tanto o educador tradicional como o libertador não têm direito de desconhecer as metas dos estudantes... nem pode negar os aspectos técnicos da educação...o educador tradicional e o educador democrático têm ambos de ser competentes na habilidade de educar...”
Acredita-se que neste momento, Freire cobra de todos a responsabilidade do ato de ensinar, de construir condições para o aprender e de interferir positivamente neste processo, independente de qualquer crença filosófica, didádica ou pedagógica.
Não se pode criar limites para o conhecimento pois, é neste caminho - do conhecimento - que a democracia deveria ser aplicada, no mais perfeito sentido da palavra e os profissionais desta área deveriam saber disso. Todo professor deveria ter convicção da importância do seu trabalho e do conteúdo que esta ensinando, pois, as transformações só acontecem se seus precursores são verdadeiramente apaixonados por elas.
Sendo assim, o aprendizado e sua complexidade deveriam ser respeitados, o currículo escolar reformulado e tanto imprensa quanto sociedade, deveriam repensar e modificar seus valores. Este seria o primeiro passo para a grande transformação.
E quanto aos demais os profissionais envolvidos no sistema escolar, deveriam ter consciência da necessidade de intercâmbio entre os homens no processo de construção do saber e ainda que implícito é possível perceber que uma educação quantitativa não é capaz de construir homens. Tereza Cristina Rego cita em seu livro “VYGOSTSKY o seguinte:
“ Os postulados de Vigostsky parecem apontar para a necessidade de criação de uma escola bem diferente da que conhecemos. Uma escola em que as pessoas possam dialogar, duvidar, discutir, questionar e compartilhar saberes. Onde há espaço para transformações, para as diferenças, para o erro, para as contradições, para a colaboração mútua e para a criatividade. Uma escola em que professores e alunos tenham autonomia, possam pensar, refletir sobre o seu próprio processo de construção de conhecimento e Ter acesso as novas informações. Uma escola em que o conhecimento já sistematizado não é tratado de forma dogmática e esvaziado de significado.”
Talvez seja esta escola que todos busquem e que todo professor gostaria de trabalhar...quem sabe um dia ela aconteça...mas até lá....o que fazer?....
Os homens se educam em comunhão mediatizados pelo mundo.
Paulo Freire
Nota
Pelo exposto trabalho tenho como objetivo geral fazer uma reflexão sobre o ensino oferecido no Brasil.
No caso em particular direcionarei nota as experiências vividas por 12 anos em sala de aula ( do ensino básico ao superior) algumas vezes como professora. Outras como aluna, outras ainda como mãe( ensino básico) e as teorias estudadas e pregadas nos cursos de formação de professores.
Não tenho interesse e nem a prepotência de levantar dúvidas sobre tais assuntos e pensadores, apenas tornar registrado questionamentos que não querem se calar.
Uma reflexão do tipo de ensino que nossas escolas vem oferecendo
A educação pela pedra
Uma educação pela pedra: por lições;
Para aprender da pedra, frequentá – la;
Captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
Ao que flui e a fluir, a ser maleada:
A de poética, sua carnadura concreta;
A de economia, seu adensar-se compacta:
Lições de pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletra-la...
João Cabral de Melo Neto
O Currículo Educacional regular aplicado no Brasil, limita professores e alunos pelo programa oficial oferecido, margeando a grande massa dominadora do centro das decisões, negando oportunidades de mudança e crescimento. As escolas estão repletas de fracassos, promovido por uma forma arcaica de ensino e pelos meios de comunicação.
Os alunos induzidos pela falsa idéia de poder consumista, violento e amoral se negam a adquirir os conhecimentos oferecidos e promovem o conhecimento de consumo. Regras e normas impostas por “velhos ditadores” , senhores e donos da verdade, desapontam a ambos e impedem que o ensino - a forma de ensinar – acompanhe o ritmo acelerado do mundo contemporâneo. A censura à novas idéias; o medo de aplicar novas ideologias; de ser oposição dentro deste sistema e o risco de se expor, faz com que muitos evitem ultrapassar os limites existentes entre o conhecimento e a velha forma de ensinar.
As escolas, dentro do contexto pedagógico, são manipuladoras e inquestionáveis e nossos alunos subestimados em seus conhecimentos. Essa manipulação promove um desgaste emocional entre professores e alunos, e conseqüentemente a falta de interesse no que se refere ao aprendizado, culminando na inquietação, insatisfação e decepção de ambos. Todos estes fatores fazem surgir em alguns – tanto professor como aluno – a chamada personalidade compulsiva agressiva.
Quando esta personalidade e obtida pelo professor, o problema muitas vezes é resolvido com o afastamento do mesmo de sala de aula. Mas quando é o aluno quem o adquire, as resoluções são da pior maneira possível. Quem que sendo professor a pelo menos doze meses, nunca viu ou presenciou um caso deste tipo?
Sabe-se que o aluno problema se torna um ser rejeitado, principalmente pelos seus professores e sabe - se também que estes mesmos alunos são perseguidos e ridicularizados diante da comunidade escolar. Para o aluno com personalidade compulsiva agressiva o desinteresse por tudo é fato notório. Quando encontra em seu caminho, um profissional que o reconhece e se dispõe a ajuda-lo, ampara-lo e incentiva-lo na busca do conhecimento educacional, este se transforma e todo trabalho resulta em experiências surpreendentemente positivas. Mas quando isto não acontece, o aluno se torna alvo das piores experiências, fazendo com que o mesmo desista de fazer parte do sistema escolar e surgindo então a tão discutida “evasão escolar”.
O fracasso escolar não está somente nos professores, nos velhos prédios, nas cadeiras quebradas, no quadro negro que não é negro e que o professor não consegue escrever mais nele. Esta dentro de casa, com pais sem tempo para os filhos, sem tempo para doar, compreender, amar. Esta dentro das escolas com pais ausentes - de corpo, de interesse, de vida, de tempo – porque seu tempo é pouco... e o pouco que tem, já esta comprometido com o sofá da sala, com o noticiário da televisão, para a louça da pia, com a roupa suja...para os papos na Internet, para a piguinha no “boteco” da esquina...uma infinidade de um tempo que não tem tempo.
Daí uma pergunta que não quer calar: A quem interessa que a grande massa dominante trabalhadora obtenha conhecimento? Ao poderosos creio que não. Aos pequenos por demais, nada passa de utopias... Então há quem? Se em pleno séc. XXI, o poder ainda e centralizador, a decisões ainda são tomadas em gabinetes fechados e a cultura prega a falsa noção de que se vale quanto se tem e o saber apenas é uma forma de ganhar dinheiro, de subir na vida?
Em sociedades complexas como as do terceiro mundo, o ensino que deveria ser prioridade, fica sempre em último lugar. O modelo de desenvolvimento educacional no Brasil deveria ser único e aplicável, independente de condições financeiras, classes sociais ou didáticas pedagógicas. Evidentemente que isto exigiria uma quebra no padrão de planejamento das atividades escolares. Começaria com a mudança do formato dos encontros pedagógicos. Estes deveria ser dinâmicos, com palestras intertextualizadas, com temas atuais, interessantes, cheios de alegria, que enriquecesse os professores, para que se sentissem livres para criar, discutir, aprimorar suas idéias e conhecimentos juntos.
Marli André, da Faculdade de Educação da USP, cita o seguinte sobre este assunto: “...julgamos imprescindível que se implante nas escolas uma sistemática de encontros...onde professores e coordenadores possam estar analisando conjuntamente seu fazer pedagógico”. Isto faria com que todos adotassem atitudes transformadoras, baseadas no diálogo, sem medo de correr riscos. Estabeleceria entre ambos, diretrizes pedagógicas em conjunto, refletindo em sala de aula, na relação entre alunos e professores.
Neste caso aconteceria então o “ensino libertador” pregado por Paulo Freire, pois, a relação seria dialógica e o professor teria a função de “mediador do conhecimento”, por possuir o instrumento para concretização do mesmo. Mas os problemas não param por aí. Existem outros fatores que também influenciam na formação do conhecimento do aluno, que fogem a qualquer regra pedagógica, tais como: formação cultural, vivência familiar, vivência social, condições econômicas, e fatores psíquicos.
Não se pode dizer que um aluno oriundo de família problemática, sem condições financeiras, receberá as informações passadas pelo professor, da mesma maneira que seu colega que não vive esta situação e assim sucessivamente. Não se pode afirmar que o professor hoje seja respeitado da mesma forma que o era a quarenta anos atrás e que os alunos têm o mesmo interesse pelos estudos de vinte anos passados. Hoje, as pessoas que se dedicam ao ensino, não se orgulham mais da profissão que escolheram, pelo fato de não serem ninguém neste processo. São pássaros que não podem voar.
São humilhados em seu trabalho com salários vergonhosos, podados por superiores, aniquilados pela sociedade e como se ainda não bastasse, são apedrejados por alunos cheios de direitos e vazios de deveres. Trocando em miúdos, o ensino oferecido por nossas escolas é pessímo e vazio, porque são transmitidos por profissionais que sentem vergonha da profissão que exercem e dizem: “Eu não sou professor, estou professor e se Deus quiser ainda saio dessa”. Paulo Freire faz uma explanação sobre este assunto: “...se você considera que a estratégia de ensino é um sonho, as táticas são mediações, as formas, os métodos, os caminhos, os instrumentos para concretizar o sonho, para materializar a estratégia. Esta estratégia não pode ser dicotomizada ( dicotomia – divisão de um conceito em dois elementos em geral contrários).
È imprescindível que se tenha noção de que algo se perdeu com toda essa abertura, com toda essa globalização porque não se lembrou da máxima de que tudo influência no caminho do conhecimento. Nessa transformação, o professor deveria ser reconhecido pelo seu valor e este por sua vez, deveria estar preparado para identificar em cada aluno suas dificuldades e facilidades. Deveriam também trabalhar para que suas aulas fossem repletas de motivações interligadas ao dia-a-dia da comunidade escolar , seja ela numa Instituição Públicas ou Particular.
David Fontana cita em seu livro “Para Professores” que a natureza do indivíduo que aprende é repleta de fatores, tais como, ansiedade, auto-estima, extroversão, introversão, motivação intrínseca e extrínseca. Talvez seja por isso que o Fracasso Escolar e o Analfabetismo Funcional tenham um índice assustador no Brasil. Erra-se quando defende-se uma única pratica didático pedagógica, pois, todas elas se completam em determinados momentos e Paulo Freire induz a este pensamento quando diz:
“...tanto o educador tradicional como o libertador não têm direito de desconhecer as metas dos estudantes... nem pode negar os aspectos técnicos da educação...o educador tradicional e o educador democrático têm ambos de ser competentes na habilidade de educar...”
Acredita-se que neste momento, Freire cobra de todos a responsabilidade do ato de ensinar, de construir condições para o aprender e de interferir positivamente neste processo, independente de qualquer crença filosófica, didádica ou pedagógica.
Não se pode criar limites para o conhecimento pois, é neste caminho - do conhecimento - que a democracia deveria ser aplicada, no mais perfeito sentido da palavra e os profissionais desta área deveriam saber disso. Todo professor deveria ter convicção da importância do seu trabalho e do conteúdo que esta ensinando, pois, as transformações só acontecem se seus precursores são verdadeiramente apaixonados por elas.
Sendo assim, o aprendizado e sua complexidade deveriam ser respeitados, o currículo escolar reformulado e tanto imprensa quanto sociedade, deveriam repensar e modificar seus valores. Este seria o primeiro passo para a grande transformação.
E quanto aos demais os profissionais envolvidos no sistema escolar, deveriam ter consciência da necessidade de intercâmbio entre os homens no processo de construção do saber e ainda que implícito é possível perceber que uma educação quantitativa não é capaz de construir homens. Tereza Cristina Rego cita em seu livro “VYGOSTSKY o seguinte:
“ Os postulados de Vigostsky parecem apontar para a necessidade de criação de uma escola bem diferente da que conhecemos. Uma escola em que as pessoas possam dialogar, duvidar, discutir, questionar e compartilhar saberes. Onde há espaço para transformações, para as diferenças, para o erro, para as contradições, para a colaboração mútua e para a criatividade. Uma escola em que professores e alunos tenham autonomia, possam pensar, refletir sobre o seu próprio processo de construção de conhecimento e Ter acesso as novas informações. Uma escola em que o conhecimento já sistematizado não é tratado de forma dogmática e esvaziado de significado.”
Talvez seja esta escola que todos busquem e que todo professor gostaria de trabalhar...quem sabe um dia ela aconteça...mas até lá....o que fazer?....
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