Revendo a educação no Brasil
Vendo uma reportagem sobre violência praticada por aluno contra uma professora, lembrei-me de um artigo que escrevi em 2005 para finalizar meu curso de Pós Graduação em Docência no Ensino Superior - UMA NOTA SOBRE A EDUCAÇÃO O BRASIL - e relendo-o percebi que as coisas não mudaram... aliás...mudaram para pior.
As crianças de 2005 estão adolescentes e tudo que deveria ter sido ensinado já foi... ou se perdeu! Dignidade! Respeito! Honestidade! Responsabilidade! Humanidade!
Esses mesmos adolescentes que agridem hoje são nossas crianças de ontem, são os alunos que frequentaram as escolas liberais, onde tudo se aprende e tudo é normal dentro da liberdade sem limites familiares – educacionais.
Muitos e novamente irão me condenar por ideias que não condizem com um país democrático como o Brasil, mas meu questionamento continua o mesmo: Porque para a grande massa da população brasileira o regime escolar e libertário e liberal enquanto que para os filhos das minorias dominantes no país, as escolas são aquelas que impõem regras e disciplinas?
Porque nossos filhos devem ir à escola e nem mesmo o uniforme deve ser cobrado? Porque um professor de escola publica não deve constranger seus alunos a ficarem calados ou fazerem a lição? Falo constranger, por que tudo é constrangimento aos olhos daqueles que fiscalizam os “direitos humanos”.
Os professores são coagidos a aceitarem todo tipo de “delinquência” em sala de aula, pois, são intocáveis nossos filhos... nossos filhos que tocam nos outros e machucam, esmurram, violentam.
Aquelas crianças já cresceram e estão sem limites e cada vez mais acreditam que o mundo é só seu e que todos os outros devem render-se ao seu querer!
Agora vos pergunto caro leitor! O que devemos fazer? Reeduca-los?! Aprisiona-los!? Esquece-los!?
O que vamos fazer pelos nossos filhos?! Digo Nosso, para que percebam que o problema é de todos, já que fomos nós que negligenciamos nossos filhos em nome da liberdade, que veio sem responsabilidade!
Cada vez mais professores entram de licença médica, estão doentes, mas doentes da alma, dos sonhos, do cansaço, do descaso, da maledicência, do egoísmo, e tantos outros “vírus” e “bactérias” criados e transmitidos em laboratórios domésticos e gabinetes.
O que faremos com nossos professores, que abraçaram a profissão, não porque desejam enriquecer-se , mas porque , um dia tiveram um “mestre” em algum lugar no caminho que os levou a sonhar com um mundo melhor, porque acreditem, ser professor não é profissão neste país e nem em qualquer outro.
Ser professor é missão! É acreditar que pode fazer a diferença em qualquer diferença esteja ela onde estiver...é acreditar que o mundo pode ser melhor se ele esquecer seu mundo...é mostrar o mundo pela luz dos seus olhos e fazer sonhar...e aprender...e ensinar...e viver.
Fátima Venzi
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