COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA E DISCURSIVA
Esse
método é baseado no Cognitivismo/Sócio-Interativo (construção de sentidos)
trabalhando as 4 habilidades (leitura, escrita, audição e fala), onde o aluno
vai adquirindo fluência. O objetivo é a busca da competência linguística e
discursiva.
Introduzir
as estruturas e o vocabulário básico da lingua, enfatizando ritmo, pronúncia
correta. O objetivo principal é fazer o aluno se familiarizar com os sons e as
estruturas da língua e se comunicar em situações do cotidiano.
Desenvolver
fluência, solidificar estruturas e vocabulário aprendidos e ampliar o
aprendizado, introduzindo novas estruturas e vocabulário. O objetivo principal
é tornar o aluno seguro e auto-confiante, e, aos poucos, começar a desenvolver
competência linguística.
Desenvolver
competência linguística, solidificando as estruturas e vocabulário aprendidos
através de situações reais e mais significativas e ampliando o universo
estrutural e vocabular do aluno.
Desenvolver
competência discursiva, habilitando o aluno a conversar sobre tópicos diversos,
utilizando estruturas complexas e vocabulário adequado.
Um falante
normal de uma comunidade lingüística
possui um saber
tocante a todos os aspectos
do sistema de comunicação de que ele
dispõe. Ele manifesta este saber
quando interpreta e avalia a
conduta de seu interlocutor e
de si próprio. Neste sentido pode-se admitir a
equação saber=competência; mas, normalmente, competência vai
além do saber.
Poderia ser um termo
genérico para designar as
capacidades dos indivíduos. Se a
competência inclui o
saber, ela inclui também
uma capacidade de utilizar este
saber, de mobilizar e colocar em prática este saber. Segundo Bronckart, este conjunto
de capacidades pode
ser denominado de domínio da
língua ou manejo da língua.
A
evidência de que a falta de conhecimentos mais detalhados sobre os fatores
lingüístico-discursivos em jogo na leitura de textos dissertativos constitui
obstáculo para o cumprimento de um dos principais objetivos apontados pelos
Parâmetros Curriculares Nacionais (1997: 42): orientar o aluno a utilizar a linguagem como instrumento de
aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de
informações contidas nos textos.
Nosso
estudo é a determinação do contrato de fala entre enunciador e enunciatário,
cuja troca discursiva levará em conta esse contrato previamente legitimado
DICAS DE
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
COMPREENDER
– é entender o que
diz o texto, é decifrar o código usado na elaboração do mesmo, o seu sentido.
INTERPRETAR
– é desenvolver a idéia
do texto, entender bem o
que o autor disse, a ponto de
parafraseá-lo.
PARÁFRASEAR
– é a
capacidade de recontar
a história com as
próprias palavras.
PERÍFRASE
– é o
rodeio de palavras.
Também chamado de
circunlóquio.
INTERTEXTUALIDADE
– acontece quando vários
textos possuem o mesmo tema,
porém, tratados de
forma diferentes.
SÍNTESE
– é um
resumo feito por
palavras chaves, fazendo lembrar as
idéias principais do
texto.
RESUMO
– é o texto composto por
idéias principais.
Reescreve-se o texto
de forma concisa
mantendo suas idéias
principais, diferentemente da paráfrase.
RESENHA
– É comentar sobre algo que se tem
conhecimento. É o resumo
crítico. Neste caso, conserva-se
a idéia principal, acrescentando opiniões
sobre o assunto. Resenhar é dissertar.
INFERÊNCIA
– é o que está dito,
mas não está escrito. São
informações contidas no
texto e que
o autor deixou subtendidas.
COESÃO
– é a
ligação correta entre
as palavras. Palavras
colocadas nos lugares
certos, na hora
certa.
COÊRENCIA
– é a
ligação correta das
idéias. Só se adquire
coerência se a
coesão estiver colocada
de forma adequada
no texto.
Tipos de Discursos
DISCURSO
DIRETO – acontece quando os
próprios personagens conversam
entre si, não
havendo intermediação ou
narração de uma terceira pessoa.
DISCURSO INDIRETO – neste
caso, os personagens
não conversam entre
si, apenas o narrador
conta com suas
palavras o que
aconteceu e quem disse
o quê.
DISCURSO INDIRETO
LIVRE –
é a
união dos dois
discursos acima. Neste tipo
de discurso, o narrador
conta à história
e em determinados
momentos relembra com precisão
o que disse os
personagens ou cada
um deles. Quando tal
fato acontece, chamamos de
“flash memorial”.
SIGNIFICAÇÃO DAS
PALAVRAS
As palavras
podem ser entendidas
de várias formas. De
forma literal ou
não. Quando assume a forma
literal, dizemos que
esta no “sentido
real” e quando
assume a forma
do contexto, dizemos
que esta no
“sentido figurado”, para ambos
o caso, a
língua portuguesa tem uma classificação.
LINGUAGEM DENOTATIVA – acontece
quando as palavras
estão no seu sentido
real. No sentido do dicionário.
LINGUAGEM
CONOTATIVA
- quando
as palavras estão
no sentido figurado, irreal, inventado.
Lembre-se: Linguagem Denotativa =
Dicionário
Linguagem
Conotativa = Criativa
Ex.: bula
de remédio, manual
do usuário, informe publicitário ¹ de propaganda
e outros.
DIVERSIDADE LINGUÍSTICA
A Língua
Brasileira (Portuguesa do Brasil )
tem duas formas
de ser usada
pelos brasileiros. O
que era considerado
errado em se
tratando de língua
falada, com as
reformas e mudanças
acontecidas na língua
foi extinto e
deu-se lugar ao
que se denomina
hoje de “língua
padrão e língua
não - padrão”.
Língua Padrão - é aquela
que segue as normas
da gramática normativa
( que dita normas),
que deve ser
falada por todos
os indivíduos possuidores
de conhecimento acadêmico.
Língua não-padrão – é
aquela usada por
todos os brasileiros,
independente de conhecimento
acadêmico, porquê é a
língua pátria. Essa é
usada no dia – a – dia.
Atenção:
Língua Padrão =
Língua Culta
Língua Não-Padrão
= Língua Coloquial
Funções da Linguagem na Comunicação
Na Língua
Brasileira (Portuguesa) a
linguagem toma vários
aspectos diferentes de
acordo com a
intenção do emissor
da mensagem e a
que fim ela
se dispõe.
As Funções
da Linguagem usadas
no Brasil são:
Função Poética – é a própria
poesia.
EX:
“... Mas a vida
é feita...”.
De
desencontros,
De alegrias,
De buscas,
E de
sonhos...”( Venzi)”.
Função Emotiva - neste
casso, o
emissor é totalmente
egoísta, fala somente de seus
sentimentos, dando predominância
ao uso da
primeira pessoa do
verbo (EU).
EX:
Músicas sertanejas, músicas bregas,
onde o cantor
ou autor se
preocupa apenas com
o que ele
está sentindo.
Função Apelativa – o
emissor usa a
mensagem para tentar
influenciar nas atitudes
do receptor, tem
predominância do verbo
no imperativo e
uso do vocativo.
EX: Programas
de TV feitos para
dona de casa, propagandas etc.
Função
Fática – o emissor
tenta estabelecer contato, envia
a mensagem e aguarda
resposta do receptor
para estabelecer uma
conexão de comunicação. Se o receptor
não der continuação ao
processo esperado, a
comunicação se completa, mas
é considerada falha.
Ex: O
cara esta na
estrada, pneu furado, chovendo, de
noite, sem macaco e pneu de estepe também
furado. Pega o
celular e liga
para casa...
-
Alô!
-
Alô!
-
Quem
fala?!
-
O
quê?
-
Quem
ta falando???
-
Não
tô ouvindo nada!!!
-
Sou
eu...José Araújo!!!!
-
Não
meu filho...Aqui não tem nenhum “PARAFUSO”
NÃO!!!! Imbecil!!!
PIM...PIM....PIM....PIM....PIM...
Função Referencial – acontece quando
o emissor transmite a
informação de forma clara
e verdadeira, sendo extremamente
objetivo na emissão da mensagem, sem se preocupar
com o receptor.
EX.:
linguagem usada nos Telejornais,
Médicos, Dentistas, Cientistas,
Jornais, Rádio , Revista e
por todos aqueles
que lidam com
a verdade comum.
Função Metalingüística - quando
o emissor envia
uma mensagem e nela
está contida a
explicação do porquê da
mensagem, acontece o que se
classifica como Função
Metalingüística.
Tipologia Textual
A TIPOLOGIA TEXTUAL
é a finalidade do texto e divide-se em: Informativo, Normativo, Didático, Fático,
Divinatório, Exortativo, Opinativo, Expressivo,
Expositivo, Opinativo, Polemico e Instrucional.
Veja o quadro abaixo:
GÊNEROS DE TEXTOS
1.
Diários,
biografias: relatam experiências
2.
Contos
de fadas, romances, lendas: contam histórias
3.
Editoriais,
cartas de leitores, ensaios, resenhas críticas: contestam, questionam, debatem,
defendem opinião
4.
Conferências,
tomadas de notas, relatórios: expõem, detalham
informações
5.
Instruções,
receitas, regras de jogos, regulamentos: ensinam a realizar ações.
6.
Tipos
de redação e interpretação textual - Dissertação
Narração Descrição
7.
É
o tipo de composição na qual expomos idéias gerais, seguidas da apresentação de
argumentos que as comprovem. É a modalidade de redação na qual contamos um ou
mais fatos que ocorreram em determinado tempo e lugar, envolvendo certos
personagens. É o tipo de redação na qual se apontam as características que
compõem um determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem.
Existem três formas
básicas de redação -
descrição, narração e dissertação.
É
importante que você consiga perceber a diferença entre elas.
DESCRIÇÃO
A
função da descrição é informar as características do que está sendo dito ao
leitor, apresentando detalhes das características do lugar, pessoa ou objeto,
interrompendo a narrativa.
A
descrição se divide em objetiva, quando destaca
os elementos característicos daquilo que se descreve e subjetiva, quando o
autor se preocupa em descrever as, sensações, emoções pensamentos e impressões do
personagem que muitas vezes são
apresentadas de forma que interferem ou modificam as características daquilo que está
sendo apresentado.
Deve-se
observar que uma descrição sempre será acompanhada de uma narrativa, pois se
faz necessário os elementos da segunda para que a primeira tenha sentido.
NARRAÇÃO
É o
ato de contar
uma história, seja
ela verídica ou
não.
A
narração possui alguns
elementos que a
distingue de alguns textos e
são eles:
a)
Foco Narrativo – é o
narrador propriamente dito,
que vem em 1ª (primeira) pessoa
ou 3ª (terceira) pessoa.
Em primeira pessoa – o narrador que
participa da história
que está contando.
Em terceira pessoa -
o narrador apenas conta
o fato acontecido
com alguém.
b)
PERSONAGENS –
são aqueles que participam do fato narrado, podendo ser: Personagens principais ou secundários.
c)
TEMPO – é a
localização de dia, mês, ano, hora, minutos, segundos ou qualquer coisa que localize o fato no tempo.
O
tempo pode ser:
Cronológico – quando o autor
se preocupa em situar
os fatos narrados
numa determinada época
ou data no tempo, proporcionando para que lê o
texto ou houve uma localização temporal dos fatos.
Psicológico – quando apenas o
narrador sabe em que
época ou data
aconteceram os fatos, a localização
temporal esta somente
na cabeça do narrador.
AMBIENTE -
é o lugar onde acontecem os
fatos, o cenário dos acontecimentos.
DISSERTAÇÃO
Dissertar:
expor idéias.
Argumentar:
convencer e persuadir.
Convencer:
utilizar as informações, para através da razão, demonstrar, provar algo.
Persuadir:
convencer uma pessoa para agir e pensar como nós.
É
possível convencer, mas não persuadir alguém. EstruturaIntrodução
Exemplo
- A procura por cursos e escolas de boa qualidade tem aumentado
significativamente. Os altos índices de desemprego, no país, são fatores
predominantes para que os pais, mais atentos a essa realidade, busquem, na
educação, minimizar as dificuldades existentes.
Inicio
O
primeiro parágrafo, deve ser breve e apresentar apenas informações sucintas
sobre o tema abordado. Deve ter no máximo quatro linhas.
Pode-se
iniciar a introdução com:
-
uma afirmação;
-
uma ou mais perguntas;
-
uma retrospectiva histórica (falando sobre dados passados) ;
-
dados estatísticos (desde que verídicos e atuais);
-
uma narração.
Desenvolvimento
Deve
ser constituído de, no mínimo, dois parágrafos. É a parte da redação em que os
argumentos são abordados. Cada argumento deve ser desenvolvido em um parágrafo
distinto.
Pode-se
desenvolver os argumentos por meio de relações de :
-
causa-conseqüência;
-
contraste;
-
semelhança;
-
tempo;
-
espaço;
-
enumeração;
-
explicitação.
EXEMPLOS DE
EXPRESSÕES UTILIZADAS EM PARÁGRAFOS DE
DESENVOLVIMENTO:
Confronto
"É
possível que... no entanto..."
"É
certo que... entretanto..."
"É
provável que ... porém..."
Divisão de idéias
"Em
primeiro lugar ...; em segundo ...; por último ..."
"Por
um lado ...; por outro ..."
"Primeiramente,
...; em seguida, ...; finalmente, ..."
Enumeração
"É
preciso considerar que ..."
"Também
não devemos esquecer que ..."
"Não
podemos deixar de lembrar que..."
Uso de citações
"Segundo
..."
"Conforme
..."
"De
acordo com o que afirma ..."
Reafirmação
"Compreende-se
então que ..."
"É
bom acrescentar ainda que ..".
"É
interessante reiterar ..."
Inserção de
objetivos (mais usado em textos científicos)
"Com
este trabalho objetiva-se ..."
"Pretende-se
demonstrar ..."
"O
presente trabalho objetiva ..."
Exemplificação
"A
fim de comprovar o que foi dito, ..."
"Para
exemplificar, ..."
"Exemplo
disso é ..."
Oposição de idéias
"Por
outro lado, ..."
"Em
contrapartida, ..."
"Ao
contrário do que se pensa, ..."
"Em
compensação, ..."
ATENÇÃO A
ALGUMAS EXPRESSÕES QUE PODEM SER UTILIZADAS EM SEU TEXTO:
"Para
tanto, ..."
"Para
isso, ..."
"Além
disso, ..."
"Se
é assim, ..."
"Na
verdade, ..."
"É
fundamental que ..."
"Tudo
isso é ..."
"Nesse
momento, ..."
"De
toda forma, ..."
"De
tal forma que ..."
"Em
ambos os casos, ..."
Conclusão
É
o último parágrafo. Deve ser breve também com, no máximo, quatro linhas. Neste
parágrafo deve ser exposta sua opinião pessoal a respeito do tema abordado.
Pode-se utilizar
expressões iniciais do tipo:
-
"Assim,..."
-
"Portanto,..."
-
"Mediante os fatos expostos,..."
-
"Dessa forma, ..."
-
"Diante do que foi dito ..."
-
"Resumindo, ..."
-
"Em suma, ..."
-
"Em vista disso, pode-se concluir que ..."
-
"Finalmente, ..."
-
"Nesse sentido, ..."
-
"Com esses dados, conclui-se que ..."
Pode-se fazer na
conclusão uma:
-
sugestão
-
advertência
-
afirmação
OBSIMP! OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Dicas
de Redação numa redação dissertativa – argumentativa:
1.
Não
use a 1ª pessoa do singular (Eu). Prefira usar os verbos na 3ª pessoa do
singular (Compreende-se ..., percebe-se ...).
2.
Em
cada parágrafo, procure elaborar de dois a três períodos. Não faça períodos
longos nem curtos.
3.
Não
use gírias nem provérbios.
4.
Não
use etc. nem reticências.
5.
Use
anáforas, catáforas, hiperônimos, hipônimos, perífrases e antonomásias para
atribuir coesão a seu texto. Ao escrevermos um texto, utilizamo-nos de vários
elementos de referenciação como: pronomes pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, assim como apostos, hiperônimos (palavras de
idéias gerais – "instrumentos", "ferramentas", ...),
hipônimos (palavras de idéias restritas – "violão",
"martelo", ...), perífrases ("a Cidade Maravilhosa" para
substituir, por exemplo, "Rio de Janeiro"), antonomásias ("Poeta
dos Escravos" = Castro Alves) entre outros artifícios lingüísticos.
6.
Não
repita palavras ou expressões. Use sinônimos.
7.
Só
use exemplos que sejam de domínio público, portanto apenas aqueles que tenham
saído na mídia: jornais, revistas, ...
8.
Evite
estrangeirismos. Por outro lado, se for necessário, use aspas para palavras
latinas, americanas ... ( condição "sine qua non" = essencial).
9.
Ao
separar as sílabas, não deixe apenas uma vogal, iniciando ou terminando, uma
linha. Também não termine a sílaba, mesmo que correta, deixando, em cima ou
embaixo, um cacófato.
EMPREGO DE
PALAVRAS
EMPREGO DO HÁ
–
a)Quando
puder ser substituído
por EXISTIR
Ex.:Não
há (existe) data prevista para o
fim das
aulas
b)Quando
puder ser substituído
por FAZ
Ex.: As
aulas terminaram há (faz)
dez minutos
ATENÇÃO:
Usa-se somente
o HÁ, quando
a palavra indicar
VERBO, fora isso,
usa-se somente o A comum.
EMPREGO DO
MAS/ MÁS/MAIS
Emprego do MAS
Usa-se o MAS quando
seu significado for
semelhante a “porém”, “contudo”, “no entanto”
, “todavia”.
Ex.:
Estudei mas não fui aprovado.
Emprego
do MÁS
Usa-se MÁS
como antónimo de BOAS
Ex.
: Bruxas
más / Bruxas
boas
Emprego
do MAIS
a)Usa-se o MAIS quando
indicar adição, soma, aumento etc.
Ex: O povo brasileiro quer mais
empregos
EMPREGO DO MAL/MAU
Emprego do
“MAL”
a)como antônimo
de BEM
Ex: Estou mal
de saúde / Estou bem de
saúde
Emprego do
“MAU”
Como antônimo
de BOM
Ex:
Lobo mau / Lobo bom
EMPREGO DOS
PORQUÊS
Emprego
do “PORQUE”
a)Indicando uma resposta
ou explicação, podendo ser
substituído pela palavra “pois”.
Ex.:
Marta foi aprovada porque
estudou muito
Emprego do “PORQUÊ”
a)Funciona
como sinônimo de “causa”, “motivo” ou “razão”
Ex.:O
professor faltou três dias e
ninguém sabe o porquê desta
ausência
Emprego do “POR QUE”
a)Indicando
um pronome interrogativo, no sentido de “por
qual motivo”
Ex.: Por
que os alunos não estudam?
b)Indicando
um pronome relativo, no sentido de “pela qual”, “pelo qual”, no singular
ou plural
Ex.:
Estas são as vitórias por que
lutamos
c)Quando
posposto a ele, couber a palavra “razão”
Ex.:
O povo não entende, por que os políticos não cumprem suas promessas.
EMPREGO DO “POR
QUÊ”
a)No
final da oração, como pronome interrogativo
Ex.: Não estudaram
por quê?
b)Sempre que aparecer
no final da frase
Ex.:
O Brasil
continua cheio de esperanças e
ninguém sabe o por quê.
EMPREGO DE AONDE / ONDE
Emprego do Onde
a)Quando
a palavra indicar
“em que lugar”
e o verbo da oração não indicar
movimento
Ex.: Na
Bahia e onde tudo acontece
Emprego do
Aonde
Quando
a palavra indicar “para onde” e
o verbo da oração indicar movimento
Ex.:
Aonde iremos passar o
final de semana?
ATENÇÃO
Aonde (movimento) iremos passar o
final de semana?
Na Bahia, porquê (motivo) lá e onde
(lugar) tudo acontece.
Se a
oração não aceitar
“para onde” = “aonde”,
então será sempre “onde”
EMPREGO DE
DENTRE / ENTRE
Emprego do
“DENTRE”
a)
A palavra “DENTRE” significa
“DO MEIO DE” para ser
usada é necessário que
exista um verbo
na oração, solicitando a
preposição “de”.
Ex.:
Jesus ressurgiu dentre os
mortos
Quem
ressurge, ressurge de algum lugar.
De
onde?
De
entre os mortos – do
meio dos mortos
De entre
= dentre
Emprego do
“ENTRE”
a)O “ENTRE” é usado
em todos os
casos que não
cabe o “DENTRE”.
Ex.: Entre os alunos
desta escola, tenho
mais chance de realizar meu
trabalho.
Emprego - Cessão / sessão / secção / seção
Cessão é o ato de ceder,
o ato de dar.
Exemplo:
A cessão do terreno para a igreja agradou os fiéis.
Sessão é o intervalo de
tempo que dura uma reunião, um evento, etc.
Exemplo:
Assistimos a uma sessão de cinema.
Secção e seção
significam a mesma coisa. Parte de um todo, subdivisão ou segmento.
Exemplo:
Arnon leu a notícia da secção (ou seção) de
esportes.
TÉCNICAS DE
REDAÇÃO PARA ORGÃOS PUBLICOS
Sabe-se que a redação, em
diferentes tipos de concursos, exige do candidato leitura de mundo. Também é
sabido que, para se elaborar um bom texto, não é necessário dominar todas as
regras gramaticais.
Por outro lado, para se fazer uma
boa redação, é importante obedecer à norma culta dita padrão. Erros como de
acentuação, ortografia e pontuação, se forem raros, não retiram de você a
possibilidade de obter uma boa nota. Em contrapartida, se forem freqüentes,
demonstrarão falta de conhecimento de regras básicas da língua ou, no mínimo,
falta de zelo, de cuidado com o que e como se escreve.
Preocupe-se em ler bastantes
matérias sobre assuntos que digam respeito à área que você escolheu para
prestar concurso. Por exemplo, numa prova para a Polícia, em nível superior,
deve-se estar ciente das formas de perícia técnica, tráfico, policiamento nas
fronteiras, desarmamento civil, entre outros temas constantes na mídia.
Aconselha-se, num primeiro
momento, visitar o site da instituição escolhida a fim de conhecer um pouco
mais os assuntos que permeiam essa.
Num segundo momento, é preciso
ler revistas como Veja, Isto É, Época, entre outras, além de ler jornais como O
Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo principalmente.
Dominar o assunto não garante um
bom texto, articulado. Para isso, deve-se ter uma atenção prévia que diz
respeito a seu planejamento.
É preciso dividi-lo bem em introdução,
desenvolvimento e conclusão, seja ele narrativo, descritivo ou dissertativo.
Convém ainda estar atento ao número de linhas em cada parágrafo bem como ao
número de períodos, à coesão e à coerência.
O rascunho é peça-chave para
escrever um bom texto. Ao passar a limpo seu texto, você poderá enxergar os
erros que passaram despercebidos e poderá ainda cortar os excessos, deixando-o
melhor.
Esses são aspectos
imprescindíveis a uma boa redação.
Dessa forma, pretende-se
desenvolver um senso de organização textual tanto quanto a consciência do papel
da leitura e da informação no processo de elaboração de um bom texto.
Lembre-se de que nem toda pessoa
que lê escreve bem, mas toda pessoa que escreve bem lê bastante.
É sabido que a Redação exige a
defesa de uma opinião do candidato por meio da elaboração de um texto
argumentativo em registro formal.
Observam-se os aspectos de
construção dos argumentos e do texto. Atenção ao uso de conectores (conjunções,
preposições, etc.).
Gêneros
privilegiados para a prática de escrita e leitura de textos Linguagem Oral.
RESUMO
A idéia que geralmente se tem de uma boa
redação é aquela em que o escritor consegue deixar o leitor impactado e que
acrescente algo. Digamos que esta é uma verdade, mas para se fazer um bom texto
é necessário usar as técnicas corretas.
Além de ter uma boa caligrafia (ou pelo
menos legível), saber acentuação, pontuação, ortografia e saber argumentar o
tema proposto, é preciso ser conhecedor das normas gramaticais e normas da ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Algo comum no mundo dos concurseiros é o
grande temor que há pela redação nas provas. Não muito raro, o candidato se
sente preparado para a prova objetiva, enquanto para a subjetiva não. A única
maneira eficaz de aprender a fazer uma boa redação é treinando fazer redação.
Lembre-se: a prática leva a perfeição.
Um texto é composto de três partes
essenciais: introdução, desenvolvimento e conclusão. O correto é haver um elo
ligando essas partes, como se formassem a costura do texto. Na introdução é
onde o tema abordado é apresentado, não deve ser muito extensa, aconselha-se
que tenha apenas um parágrafo de quatro a seis linhas. O desenvolvimento é o
“corpo” do texto, a parte mais importante dele. É onde quem escreve expõe seu
ponto de vista e argumenta de uma forma lógica para que o leitor acompanhe seu
raciocínio. Nesta parte do texto faz-se uso de no minímo dois parágrafos. A
conclusão é o fechamento. Onde o ponto de vista e possíveis soluções são
defendidas. Mas, é válido lembrar que introdução, desenvolvimento e conclusão
são ligados e dependentes entre si para que a coesão e corência textual sejam
mantidas e o texto faça sentido.
Abaixo segue algumas dicas para redijir um
bom texto:
Leia muito, a leitura enriquece o
vocabulário, você olha visualmente as palavras e envia para a sua memória a
forma correta de escrita das palavras;
Escreva muito. Escreva em
diários, faça poemas, copie receitas, utilize o recurso da escrita até mesmo
para tornar a letra mais legível e bonita;
Treine fazer redação com temas
que poderão ser relacionados com prova de concurso que irá fazer. Ou faça com
temas da atualidades, notícias constantes nos meios de comunicação;
Seja crítico de si mesmo, revise
os textos de treino, retire os excessos, deixe seu texto “enxuto”.
Cronometre o tempo que é gasto
nas suas redações de treino e tente sempre diminuir o tempo gasto na próxima;
Não faça parágrafos prolongados;
Não ultrapasse as margens nem o
limite de linhas estabelecidas na prova;
Seja objetivo; O que você
gastaria três parágrafos para escrever tente colocar apenas em um;
Mantenha o mesmo padrão de letra
do início ao fim do texto. Não inicie com letras legível e arredondada, por
exemplo, e termine com ela ilegível e “apressada”, isso dará uma péssima
impressão para o examinador da banca quando for ler;
Não faça marcas, rabiscos, não
suje e nem amasse sua redação; Tenha o máximo de asseio possível;
Faça as redações de provas
anteriores do concurso que você prestará;
Fique focado no enunciado do que
a banca está pedindo, não redija um texto lindo, mas que está totalmente fora
do tema. Nunca fuja do tema proposto;
Na introdução faça uma pequena
abordagem, apresentação inicial, no desenvolvimento exponha suas idéias de
forma clara, argumente e, por fim, na conclusão, feche o texto retomando o foco
do texto e se posicionando em relação ao assunto. Nunca inverta as ordens entre
introdução, desenvolvimento e conclusão;
Use sinônimos, evite repetir as
mesmas palavras;
Tenha seus argumentos
fundamentados. Seja coeso e coerente;
Tenha domínio sobre pontuação e
acentuação;
Saiba colocar suas idéias no
papel de forma que outros possam ler e entender realmente o que você quis
dizer;
SIGNIFICAÇÃO DAS
PALAVRAS (SEMÂNTICA)
SINONÍMIA
= sinônima Ex:
bonito = lindo
ANTONÍMIA
= antônima Ex:
magro ¹
gordo
POLISSEMIA - é a mesma
palavra, com significados
diferentes por causa
do contexto.
Ex:
O bico do
bule amassou.
O bico do papagaio é grande.
PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS
PARÔNIMOS – São palavras
parecidas na escrita
e na pronúncia,
mas com diferentes
significados.
Ex.: tráfego -
movimento de carros
Tráfico - compra
e venda de
drogas
HOMÔNIMOS - Acontece
quando uma mesma
palavra, passa a
ter outros significados
Cedo
meu lugar a você
Verbo ceder
(dar)
PARONÍMIA
= parônimos
EX: Mandato – tempo que um
político fica no cargo.
Mandado – ordem expedida por autoridade.
HOMÔNIMIA - homônimos
|
sessão
(reunião)
seção
(divisão) ® pronúncia igual
cessão
(ato de ceder)
|
|
sede
(é)
sede
(ê) ® grafia
igual
|
A
seguir uma relação
dos homônimos e
parônimos mais usados
no Brasil.
·
abjeção
= baixeza; degradação
·
objeção
= contestação; argumentação
·
absolver
= inocentar
·
absorver
= sorver; aspirar
·
acender=
fazer pegar fogo; ligar a luz...
·
ascender
= subir; elevar-se
·
acento
= sinal gráfico
·
assento
= lugar
em que as pessoas sentam-se
·
acidente
= ocorrência infeliz, desastre
·
incidente
= fato
imprevisto, mas nem
sempre trágico ou triste
·
acondicionar
= dar certa condição, cuidar para que não estrague
·
condicionar
= estabelecer condições para
que algo se realize
·
acordam
= do verbo acordar
·
acórdão
= termo jurídico que significa “decisão
tomada” por uma instância superior
·
aparte
= interrupção feita a quem está discursando
·
à parte = de lado, separadamente
·
apêndice
= parte anexa, acréscimo
·
apendicite
= inflamação
·
apreçar
= perguntar ou ajustar preço
·
apressar
= verbo relacionado à palavra pressa
·
caça
= ação de caçar
·
cassa
= tecido fino e leve de
algodão ou linho
·
caçar
= perseguir animais para mata-los
·
cessão
= ato de
ceder
·
seção
= divisão, parte, setor
·
secção
= ato de seccionar
·
sessão
= tempo de duração
·
comprimento
= extensão
·
cumprimento
= saudação
·
concerto
= apresentação musical pública
·
conserto
= correção
·
coser
= costurar
·
cozer
= cozinhar
·
decida
= forma do verbo decidir
·
descriminar
= inocentar, tirar o caráter de crime de
alguma coisa
·
discriminar
= distinguir, estabelecer diferença
·
empencilho
= embaraço intencional para causar dano
·
impencilho
= dificuldades
·
emigrar
= sair do país em que nasceu
·
imigrar
= entrar em um país estrangeiro
·
eminete
= destacado, ilustre
·
iminente
= prestes a acontecer
·
esperto = que
aproveita as oportunidades
·
experto
= experiente e/ou muito entendido em algum assunto
·
esterno
= nome de um osso que há no
peito
·
externo
= que fica ou vem de fora
·
estrato
= faixa ou camada de alguma coisa
·
extrato
= que se retirou de alguma coisa
·
flagrante = evidente, que se reconhece facilmente
·
fragante
= perfumado
·
fluído
= escorrer,escoar,decorrer ; do verbo fluir
·
fluido
= correr em estado líquido
·
incipiente
= iniciente, que está no começo
·
insipiente
= ignorante, que não sabe nada
·
inflação
= desvalorização monetária
·
infração
= ato de desrespeitar uma lei
·
infligir
= aplicar pena ou castigo
·
infrigir
= desrespeitar , transgredir
·
intercessão
= interferência, intervenção
·
intersecção
= cruzamento
·
mandado
= ordem escrita por uma autoridade
·
mandato
= poder dado pelo povo a alguém
Língua
Brasileira Dúvidas
de A a Z:
CONDORDÂNCIA
VERBAL
A concordância verbal deixa muita
gente confusa. Por exemplo: Qual a forma correta?
“Vai fazer 3 meses que ele se foi.”
“Vão fazer 3 meses que ele se foi.”
“Vai fazer 3 meses que ele se foi.”
“Vão fazer 3 meses que ele se foi.”
O certo é “Vai fazer
3 meses que ele se foi”. O verbo “fazer” é muito específico na Língua
Portuguesa. Ele não deve ser flexionado quando usado para indicar tempo
decorrido. Por exemplo:
“Já fazia dez anos...”
“Faz cinco horas...”
“Faz sete anos...”
“Faz trinta dias...”
“Faz cinco horas...”
“Faz sete anos...”
“Faz trinta dias...”
O verbo também fica no singular
quando associado a outro verbo. Exemplos:
“Vai fazer dez anos...”
“Deve fazer trinta anos...”
“Deve fazer trinta anos...”
Agora
você já sabe:
"Faz dois anos que estive aqui” e não “fazem dois anos que eu estive aqui."
Como o verbo fazer
indicando tempo não tem sujeito, podemos e devemos dizer: "passaram dois
anos".
De fato, os anos passam. Mas nunca se deve dizer "fazem dois anos ".
De fato, os anos passam. Mas nunca se deve dizer "fazem dois anos ".
Outra questão: Qual o
correto: "Quando visitei sua mãe, eu morava lá há dois anos" ou
"... morava lá havia dois anos”?
Se substituirmos o
verbo “haver” por “fazer”, a forma correta é ".... eu morava lá fazia dois
anos". Logo, "... eu morava lá havia dois anos".
HÁ / ATRÁS
Não é “Há décadas
atrás”porque Há e atrás já indicam que a frase está no passado. Use apenas “Há
décadas” ou “Décadas atrás”.
RUIM
Esta palavra tem duas sílabas: ru-im, formando
um hiato.
Se
você disser que a situação está rúim, com certeza ela ficará ainda pior!
A pronúncia correta é ruím.
A pronúncia correta é ruím.
CIDADÃO / CARÁTER
Errado - cidadões.
Correto - cidadãos. Singular - caráter. Plural - caracteres.
A GENTE E AGENTE
a) A gente = nós; o povo, as pessoas.
Exemplos: Nós
vamos à praia este fim de semana. (Forma mais culta.) A gente vai à praia este fim de semana. (Forma mais popular.)
b) Agente = indivíduo encarregado,
responsável por determinada ação: aquele que age. Agente possui também outros
significados.
Exemplo: Meu
pai é agente de viagens da Varig.
A GENTE OU
NÓS?
Se você estiver num contexto formal, que exige a
gramática tradicional, não há dúvida de que nós é palavra mais adequada; no
entanto, nada impedirá a utilização de a gente num ambiente descontraído e
informal. Cabe lembrar-se, apenas, de que a concordância verbal deve prevalecer
sempre: use nós com o verbo na 1ª pessoa do plural; use a gente com o verbo na
3ª pessoa do singular. Nunca use: a gente fomos.
AIDS OU Aids?
Como Aids
é uma sigla, a inicial deve ser maiúscula. O Brasil adotou a sigla inglesa, em
português ou espanhol seria Sida (adotada pela Argentina). Acho que foi
interferência de Nossa Senhora Aparecida... a nossa Cida querida. Não ia ficar
bem dizer que o fulano morreu de Sida.
AMBOS –
O numeral "ambos", que é o único "dual" em português,
pode ser reforçado em "ambos os dois", "ambos de dois",
"ambos e dois", "ambos a dois", "a dois ambos".
ANEXO
Em anexo
(locução adverbial) - invariável. Exemplos: Os arquivos seguem em anexo. As pastas seguem
em anexo.
Anexo (adjetivo)
- variável (gênero e número). Exemplos: Os arquivos seguem anexos. As pastas
seguem anexas.
A NÍVEL
DE?
Jô Soares condena o uso da expressão "a nível de", mas nunca
explicou o motivo da condenação. Não que eu tenha o hábito de utilizá-la, mas é
realmente incorreto o seu emprego? (Leitor desta coluna). Transformei a dúvida
dele em teste da semana. Resposta: A nível de tornou-se uma muleta, ou seja, expressão dispensável, desnecessária.
Ano novo/ ano-novo
“Feliz
ano novo!” – sem hífen, pois a pessoa está desejando-lhe todas as felicidades
do mundo no ano que se inicia.
“Para o
Natal e para o ano-novo, o supermercado Y tem as melhores ofertas.” – com
hífen, pois REFERE-SE a FESTA.
Em ambos os casos, letra minúscula.
Anos
sessentas
Qual é o erro desta frase?
“Durante uma hora ele falou, emocionado, sobre
sua juventude nos anos sessenta.”
A resposta certa: Durante uma hora ele falou,
emocionado, sobre sua juventude nos anos sessentas.
Diz-se duas canetas ou duas caneta? A primeira, claro!
Diz-se duas canetas ou duas caneta? A primeira, claro!
Cuidado para não confundir “numeral” com
“substantivo”.
Numerais : quarenta anos, setenta anos, noventa
anos. Substantivos : anos quarentas, anos noventas, anos noventas.
Os anos setentas são: 70, 71, 72, 73, 74,
75, 76, 77, 78 e 79. Vários setentas!
Há quem
defenda o singular, pois alega que sessenta é um substantivo com função
de adjetivo, que estabelece o tipo ou categoria, como em banana-maçã, bananas-maçã.
A tendência atual é pluralizar: anos sessentas.
Os estudantes antigamente faziam a prova dos noves na escola? O número 5555 é formado por quatro cincos; o número 777, por três setes. E o número 111? Mesmo raciocínio: formado por três uns.
Os estudantes antigamente faziam a prova dos noves na escola? O número 5555 é formado por quatro cincos; o número 777, por três setes. E o número 111? Mesmo raciocínio: formado por três uns.
A
persistirem/ ao persistirem
"A
persistirem os sintomas, procure orientação médica."
"Ao
persistirem os sintomas, procure orientação médica."
As duas formas
aparecem em propagandas de medicamentos na tevê. Qual é a correta? Quem fez a
pergunta foi João Batagelo, radialista (Rádio Tietê, Araçatuba).
Há duas
estruturas diferentes, e deve-se optar entre elas com base no que pretende
dizer. "A persistirem os sintomas..." é uma estrutura condicional;
equivale a "se persistirem os sintomas...".
"Ao
persistirem os sintomas" é temporal; equivale a "quando persistirem
os sintomas".
Nessa frase do
Ministério da Saúde, o significado implícito é "se os sintomas
persistirem", embora o nexo temporal também seja possível.
Conclusão: as
duas formas estão corretas, mas muitos gramáticos só admitem a frase na
condicional: "A persistirem os sintomas...".
Apagão ou blecaute?
A duas palavras são de origem estrangeira e têm
como definição a falta total de energia elétrica numa cidade ou região.
Apagão não é encontrada nos dicionários, já blecaute é registrada por Aurélio e Michaelis. Isso não quer dizer que esteja errado empregá-la, é um neologismo legítimo, que foi adaptado ao nosso sistema ortográfico.
Apagão não é encontrada nos dicionários, já blecaute é registrada por Aurélio e Michaelis. Isso não quer dizer que esteja errado empregá-la, é um neologismo legítimo, que foi adaptado ao nosso sistema ortográfico.
A
princípio / em princípio
Segundo Domingos Paschoal Cegalla em seu
"Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa", as duas locuções
são empregadas, mas cada uma tem seu significado.
Em princípio: significa em tese, teoricamente,
antes de qualquer consideração. Exemplo: "Em princípio, sua proposta nos
interessa, mas só a direção da empresa é que pode aceitá-la".
A princípio: significa no começo,
inicialmente. Exemplo: "A princípio, tudo parecia um mar de rosas, mas não
tardaram a surgir dificuldades".
A priori /
a posteriori
"A priori", expressão latina, significa
anterior à experiência, anterior à verificação experimental. E tem como
antônima outra expressão latina: "a posteriori" que significa
conhecimento, afirmação, verdade provenientes da experiência, ou que dela
dependem. Na verdade, há uma banalização das duas expressões como se fossem
sinônimas de "antes" e "depois". Tomar cuidado.
Ar
condicionado/ ar-condicionado
Sem hífen é o próprio ar, cuja temperatura foi
alterada para quente ou fria. Exemplo: O ar condicionado lhe fez mal. Com
hífen, designa o aparelho: Vende-se um ar-condicionado. Ou seja, um
condicionador de ar.
Arroba
Qual é o sentido do símbolo @, usado nos
endereços eletrônicos?
Resposta: A palavra arroba vem do árabe «ar-ruba» e quer dizer 15 kg, tem como antiga abreviatura@, portanto o símbolo existe antes do computador
Resposta: A palavra arroba vem do árabe «ar-ruba» e quer dizer 15 kg, tem como antiga abreviatura@, portanto o símbolo existe antes do computador
A Ver / Haver
Essa
roupa não tem nada a ver com você.
Nada a haver tem sentido completamente
diferente: que não tem nada a receber.
Bebedouro
ou bebedor d’água
Internauta me passou e-mail, inconformado com a
inscrição que há na estação rodoviária de Araçatuba: “bebedor d’água”. Bebedor
é aquele que bebe muito. Exemplo: Joaquim é um bom bebedor de cerveja.
“Bebedouro”, segundo o Aurélio, é designação genérica de diferentes tipos de aparelhos ligados à rede hidráulica de edifícios, que fornecem água a temperatura normal ou gelada, e que permitem beber sem necessidade de copo, muito utilizados em escolas, fábricas, escritórios, lojas, etc. Que tal o administrador fazer a correção: bebedouro d’água?
Araçatuba gosta de dar demonstração aos visitantes de que cuida mal do português. As placas colocadas nos canteiros centrais da av. Brasília é um exemplo evidente disso
“Bebedouro”, segundo o Aurélio, é designação genérica de diferentes tipos de aparelhos ligados à rede hidráulica de edifícios, que fornecem água a temperatura normal ou gelada, e que permitem beber sem necessidade de copo, muito utilizados em escolas, fábricas, escritórios, lojas, etc. Que tal o administrador fazer a correção: bebedouro d’água?
Araçatuba gosta de dar demonstração aos visitantes de que cuida mal do português. As placas colocadas nos canteiros centrais da av. Brasília é um exemplo evidente disso
Bufê ou
bifê?
A língua francesa nos forneceu um grande conjunto de palavras, muitas já
devidamente aportuguesadas: ateliê, abajur, boate, batom, chofer, detalhe,
garçom, marrom, vermute... No caso de buffet, a forma aportuguesada é bufê.
Garage, por exemplo, é palavra francesa. É melhor usar a forma aportuguesada
garagem, com a terminação agem, como tantas outras palavras da língua
portuguesa: viagem, paisagem, plumagem, contagem...
Cãibra ou
câimbra
As duas formas são registradas pelo dicionário
Aurélio. “Cãibra” paroxíto-na, mas o dicionário Michaellis separa suas sílabas
assim: cã-i-bra. Enquanto “câimbra” é proparoxítona, por isso o acento
circunflexo, porém há quem discorde, dizendo que ela continua sendo uma
paroxítona pois o encontro vocálico, na verdade, é um ditongo decrescente
nasal. Em Portugal só há cãibra.
Calçar as luvas?
"No
inverno, as pessoas friorentas calçam luvas."
Não há erro.
Também se calçam as luvas, pois "calçar" significa vestir os pés ou
as mãos, como pôr as calças. Já houve muita polêmica sobre assunto, dizia-se
que não se vestem as luvas. Não é verdade. Posso usar "calçar as
luvas", que é mais clássico; como "vestir as luvas".
Clipe ou
clips
Que nome se dá em português às peças de metal que
servem para prender folhas: clips ou clipes? O aportuguesamento do inglês
“clip” é clipe. O plural é clipes.
Coco/ cocô
1) Que palavra tem acento: coco (fruto do
coqueiro) ou coco (excremento)?
Resposta: cocô (excremento) é acentuada, porque é uma palavra oxítona terminada em “o”. Já coco (fruto do coqueiro) não tem acento, pois não se acentuam as palavras paroxítonas terminadas em “o”.
Resposta: cocô (excremento) é acentuada, porque é uma palavra oxítona terminada em “o”. Já coco (fruto do coqueiro) não tem acento, pois não se acentuam as palavras paroxítonas terminadas em “o”.
Coalizão e
colisão
“Uma coalizão de centro-esquerda reelegeu Mário
Covas.” Coalizão signi-fica união, acordo, aliança. “Já Maluf está em colisão
com os marqueteiros.” Colisão significa choque, conflito, luta.
Consigo
“Consigo” só pode ser usado com o sentido
reflexivo, ou seja, a ação recai sobre a mesma pessoa que a pratica. Exemplos:
A mãe trouxe consigo as receitas./ João disse consigo mesmo./ Guarda a carta
consigo.
No Brasil, é inadmissível usar “consigo” para substituir “com você”, “com o senhor”. Veja alguns exemplos corretos: Quero falar com o senhor (e não “quero falar consigo”). Concordo com você (e não “concordo consigo”).
No Brasil, é inadmissível usar “consigo” para substituir “com você”, “com o senhor”. Veja alguns exemplos corretos: Quero falar com o senhor (e não “quero falar consigo”). Concordo com você (e não “concordo consigo”).
Convalescença
ou convalescência
O doente que se recupera está em
convalescença. É ença o final correspondente aos verbos finalizados em scer,
ecer e erer. Assim, renascer: renascença, parecer: parecença, malquerer:
malquerença.
A terminação ência derivada dos adjetivos terminados em ente. Exemplo: beneficente: beneficência. O certo é convalescença.
A terminação ência derivada dos adjetivos terminados em ente. Exemplo: beneficente: beneficência. O certo é convalescença.
“Curriculum
vitae” - plural
A expressão latina significa o conjunto de dados
concernentes ao estado civil, ao preparo profissional e às atividades
anteriores de quem se candidata a um emprego, a um concurso. Seu plural segue a
gramática latina, portanto é “curricula vitae”.
Existe a forma aportuguesada correspondente: currículo/ currículos. Bem menos complicada
Existe a forma aportuguesada correspondente: currículo/ currículos. Bem menos complicada
Despercebido/
desapercebido
Elas são palavras parônimas, parecidas.
Despercebido significa, segundo o Aurélio, que não se viu ou não se ouviu; em
que não se atentou; impercebido, desatento, distraído, desacautelado. Já
desapercebido tem o sentido de desprevenido, desacautelado, desprovido,
desguarnecido.
O Aurélio aceita as duas formas: despercebido/desapercebido para o senti-do de distraído, mas ele é um dicionário que registra todos os usos, não tem compromisso com a gramática normativa.
O Aurélio aceita as duas formas: despercebido/desapercebido para o senti-do de distraído, mas ele é um dicionário que registra todos os usos, não tem compromisso com a gramática normativa.
Dias da
semana (plural)
Qual forma está correta: "quarta e quinta-feira" ou "quarta e quinta-feiras"?
É preferível “quarta e quinta-feira” por dois motivos:
a) Quarta e quinta-feira = “quarta-feira e quinta-feira”. Em “quarta e quinta-feira”, subentende-se o elemento “feira” depois de “quarta”. Por isso, não há razão para se pluralizar o elemento “feira” de “quinta-feira”.
b) Se antepusermos o artigo, definido ou
indefinido, diremos: “a quarta e a quinta-feira”, uma “quarta” e uma
“quinta-feira” – sem pluralização.
Em mão/ em
mãos
Uma internauta quer saber se estava certo
escrever “em mãos”. Apenas o “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa”,
Editora Nova Fronteira, de Domingos Paschoal Cegalla, se manifesta a respeito.
Ele considera as duas formas corretas, mas acrescenta que “em mãos” é mais
usual no Brasil
Novas regras
ortográficas
As
novas regras da língua portuguesa mexem com acentuação e hífen.
Alfabeto - Nova
Regra
O
alfabeto será formado por 26 letras
Como
é
As
letras “k”, “w” e “y” não são consideradas integrantes do alfabeto
Como
será
Essas
letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras
estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground,
William, Kafka, kafkiano.
Trema - Nova regra
Não
existirá mais o trema na língua portuguesa. Será mantido apenas em casos de
nomes estrangeiros. Exemplo: Müller, mülleriano.
Como
é
Agüentar,
conseqüência, cinqüenta, freqüência, tranqüilo, lingüiça, bilíngüe.
Como
será
Aguentar,
consequência, cinquenta, frequência, tranquilo, linguiça, bilíngue.
Acentuação
– ditongos “ei” e “oi” - Nova regra
Os
ditongos abertos “ei” e “oi” não serão mais acentuados em palavras paroxítonas
Como
é
Assembléia,
platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio,
heróico, paranóico
Como
será
Assembleia,
plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio,
heroico, paranoico.
Obs:
Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e
monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu,
céu, chapéu.
Acentuação
– “i” e “u” formando hiato - Nova regra
Não
se acentuarão mais "i" e "u" tônicos formando hiato quando
vierem depois de ditongo
Como
é
baiúca,
boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva
Como
será
baiuca,
boiuna, feiura, feiume, bocaiuva
Obs
1: Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição final o acento
permanece: tuiuiú, Piauí.
Obs
2: Nos demais “i” e “u” tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo:
saúde, saída, gaúcho.
Hiato -
Nova regra
Os
hiatos "oo" e "ee" não serão mais acentuados
Como
é
enjôo,
vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem
Como
será
enjoo,
voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem
Palavras
homônimas - Nova regra
Não
existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e
sentido diferentes)
Como
é
Pára/para,
péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo
Como
será
para,
pela, pelo, pera, polo
Obs
1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no
passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por).
Obs
2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras
forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara.
Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
Hífen
– “r” e “s” - Nova regra
O
hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de
palavras iniciadas com "r" ou "s". Nesse caso, essas letras
deverão ser duplicadas.
Como
é
ante-sala,
auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação,
auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento,
infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
Como
será
antessala,
autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação,
autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento,
infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.
Hífen
– mesma vogal - Nova Regra
O
hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra
começar com a mesma vogal.
Como
é
antiibérico,
antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo,
arquiirmandade, microondas, microônibus.
Como
será
anti-ibérico,
anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo,
arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.
Hífen
– vogais diferentes - Nova regra
O
hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que
inicia a segunda palavra.
Como
é
auto-afirmação,
auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução,
co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar,
extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino,
neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
Como
será
autoafirmação,
autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor,
contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial,
infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista,
semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs:
A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói,
anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.
"COMPETÊNCIA LINGUÍSTICA E DISCURSIVA"- Fantástico! Só tenho a agradecer por este tão precioso trabalho! Forte abraço,
ResponderExcluirmadsa-DF
Obrigado professora.Será muito útil, vez que domingo tem prova do senado e cai essa matéria.
ResponderExcluirMaterial maravilhoso! Até que enfim consegui alguma coisa nesse sentido! Seu blog é muito bom!
ResponderExcluirMarata -DF
Professora disponibiliza material de estudo sobre interpretação de texto para concursos, sei que tem muitos por ai, mas tudo que vc coloca aqui é legal e sempre cai nas provas....
ResponderExcluirJeronimo - MA
Nossa até que enfim achei o tal material para a bendita prova....valeu!!!
ResponderExcluirKarlos BH
Professora, suas aulas são d+ !!! Pq vc não deu aula de texto pra gente tbm? Vamos procurar vc em todos os cursinhos na proxima vez!
ResponderExcluirUm abraço!
Milena DF
Professora Fátima, vc poderia vir dar aulas p nós aqui em GO...meu amigo que assistiu suas aulas disse que vc simplesmente é muito boa no q faz e que a muito tempo não tinha aulas tão boas assim....
ResponderExcluirFernando - GO
Esse materia é muito bom....alias todo o blogger e muito bom....imagine suas aulas?!?
ResponderExcluirDisponibiliza p gente os lugares em que vc esta ministrando aula que a gente vai atras....
Tamara - BSB