Menopausa - Todas nós passaremos por ela!
Todas nós mulheres um dia já ouvimos falar que chegaremos na menopausa, mas poucas de nós nos preocupamos em endenter o assunto e nos prepararmos para enfrenta-lo. Pois bem! Assim foi comigo! Precisei fazer uma Histerectomia total com retirada dos ovários, e após esta cirurgia entrei na tal menopausa e me vi tendo ondas horrorosas de calor, tremores, ansiedade, palpitações com frequencia.
Procurei meu medico que me receitou hormonios naturais para reposição, que vale dizer, são maravilhosos.
Assim, diante de uma situação como esta em que terei que viver longos anos com estes sintomas, resolvi ler sobre o assunto, quando deparei-me com esta reportagem esclarecedora da revista VIVA BEM. Vale a pena ler!
"O fim da menstruação mexe com o corpo e a cabeça da mulher. Saiba como enfrentar esse período de transição da melhor maneira possível
Além de preparar óvulos, o ovário tem a nobre função de fabricar os hormônios que regulam o ciclo menstrual feminino, o estrogênio e a progesterona. Essa indústria segue a pleno vapor até os 40 anos, quando sua capacidade de funcionamento começa a decair, gradualmente, quase sempre sem fazer alarde. Na primeira fase, há uma diminuição dos níveis de progesterona; na seguinte, falhas na produção de estrogênio acarretam alterações menstruais. Por volta dos 50 anos, enfim, ela chega: a menopausa. E, então, encerra-se a atividade ovariana e o sangramento.
Muitas mulheres encaram o fato como carta de alforria e alívio pelo término definitivo 'daqueles dias'. Porém, nem todas passam por essa fase com serenidade e precisam de auxílio médico. "Afinal, o estrogênio age de maneira universal no organismo feminino, regendo o sistema nervoso, a sexualidade, o sono, os ossos, a vitalidade, entre outros", diz Mauro Abi Haidar, chefe do Setor de Ginecologia Endócrina e Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O que acontece... ...a curto prazo
Cerca de 80% das mulheres apresentam ondas de calor, sudorese, interrupções do sono, irritabilidade, depressão e falta de concentração no período que vai de um a dois anos antes a um a dois anos depois da última menstruação espontânea.
...a médio prazo
A pele torna-se seca e quebradiça; a vagina sofre atrofias, perde elasticidade e defesas locais, surge dor nas relações sexuais; a bexiga fica vulnerável à urgência urinária e às infecções. Esses sinais aparecem de três a cinco anos após o aparecimento da menopausa.
...a longo prazo
Passados mais de 10 anos, sobe a incidência de doenças do coração, osteoporose e Alzheimer.
Esforço de adaptação
Dois anos antes do último sangramento, surgem os primeiros sinais de que os ovários estão prestes a se aposentar. Esse tempo é conhecido por pré-menopausa, a fase mais importante da perimenopausa, período que engloba um a dois anos antes e um a dois anos depois da menopausa.
É nesse intervalo que o organismo feminino realiza um esforço para se adaptar ao racionamento hormonal. A pele e os cabelos perdem o vigor, a vagina torna-se menos lubrificada, os ossos ficam mais suscetíveis à degeneração (osteoporose) e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Há quem compare a etapa à adolescência: da mesma forma que a entrada dos hormônios provoca um turbilhão no corpo da garota, sua saída pode ocasionar mal-estar físico e instabilidade emocional na mulher madura.
O que mais influencia a idade da parada da menstruação é o fator genético. Se, por exemplo, a mãe teve uma menopausa precoce (antes dos 40 anos), a filha também é forte candidata a ter. Até hoje não existe comprovação científica de que algo possa adiar a aposentadoria dos ovários.
Um mau hábito, porém, pode antecipar em até dois anos a menopausa: o cigarro. Ele prejudica a integridade das artérias, comprometendo o fluxo sangüíneo, os ovários, entre outros danos. A cirurgia de retirada do útero (histerectomia) também é capaz de adiantar essa fase, caso os ovários tenham sido removidos na intervenção.
E O SEXO, COMO FICA?
"Infelizmente, a libido e a atividade sexual diminuem conforme a mulher envelhece, mas isso não significa o fim do prazer", diz o ginecologista e terapeuta sexual, Amaury Mendes Jr. (SP). As queixas mais comuns são a perda da libido, vagina seca, dor durante o sexo e falta de orgasmo. E muitos casais se afastam por causa disso. Mas cremes vaginais de uso local à base de estrogênio podem ajudar na lubrificação, facilitando o ato.
Primeiros sintomas
A alteração dos níveis de estrógeno está associada a sinais desagradáveis - variando de leves a graves - que surgem na menopausa. Um dos primeiros indícios da falência ovariana são irregularidades menstruais. A partir dos 48 anos, em média, quem menstruava com intervalos regulares de 28 dias, por exemplo, pode ter o sangramento a cada 24 ou 22 dias. O ciclo curto faz supor que a ovulação ocorre, mas de forma deficiente. Com o tempo, o intervalo entre as menstruações cresce para 40, 45 e até 60 dias.
Ciclos longos denotam falta de ovulação e de progesterona, hormônio que garante a regularidade menstrual, produzido após a liberação do óvulo. Quando a menstruação desce, finalmente, o fluxo é abundante e pode durar dez dias, em vez dos quatro a sete habituais. Na seqüência, é comum ocorrerem ausências menstruais por dois ou três meses. E depois o sangramento pode surgir novamente.
Nem toda mulher, porém, apresenta essa sucessão de eventos. Há casos em que a menopausa acontece sem sinais precedentes. Nessas situações, convém passar por uma avaliação médica. "Não podemos atribuir de cara as irregularidades menstruais à falta de hormônio. É preciso considerar outras causas, como miomas uterinos, tumor no ovário e câncer de útero", diz o ginecologista Mauro Abi Haidar.
Atividade física é fundamental:
Ela contribui para o desenvolvimento e a manutenção das capacidades motora, cardiovascular e respiratória, fortalece os ossos, ajuda a controlar o estresse e também auxilia no combate à depressão.
Tente exercitar-se três vezes por semana, mesclando exercícios aeróbicos (como natação ou caminhada) com musculação.
Para quem sofre de osteoporose e corre risco de fratura, o ideal é investir em hidroginástica, natação e bicicleta ergométrica.
Mas que calor é esse?
Chamado de fogacho, o calor repentino é característico dessa fase, atingindo cerca de 80% das mulheres. Ele provoca rubor, transpiração e até palpitações por alguns segundos e obedece a um ciclo, com início, ápice e fim. Ataca com freqüência durante o sono, ocasionando suores noturnos que chegam a encharcar a camisola, além de atrapalhar o período de descanso. Daí as queixas de insônia, nervosismo e fadiga no dia seguinte. O desconforto pode, ainda, vir acompanhado de outros sintomas como enjôos, dores de cabeça e tonturas.
Uma provável explicação para a onda de calor é que ela se origina de uma tentativa frustrada de elevar os estoques de estrogênio: o hipotálamo, parte do cérebro encarregada de controlar o ciclo menstrual, ordena um aumento na produção dos hormônios que estimulam a atividade ovariana. Também é o hipotálamo que exerce o papel de regular a temperatura corporal, além de comandar o apetite. Acredita-se que os fogachos se desencadeiam por tensão emocional, excitação, medo e ansiedade.
Outros sinais que surgem são instabilidade de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, queda de memória e depressão. Mas esses mesmos sintomas podem ser agravados pelo estresse e o medo que a pessoa sente de envelhecer e deixar de ser atraente. A perda da libido por ocasião da pré-menopausa, por exemplo, talvez esteja mais ligada às circunstâncias psicológicas do que propriamente à falta de hormônio, pondera a Sociedade Brasileira do Climatério.
À medida que os anos passam, os sintomas da menopausa tendem a desaparecer. Mas é importante lembrar que a deficiência de estrogênio tende a causar sérias conseqüências, como osteoporose e doenças cardiovasculares. O acompanhamento médico, assim como hábitos saudáveis de vida, são fundamentais para a mulher nessa fase.
Hormônios vegetais
Ilustrações: Marcelo GarciaAlcaçuz: tem efeito antiinflamatório e ação inibidora da proliferação de células tumorais porque seus ativos, as isoflavonas, atuam como estrógeno humano.
Trevo vermelho: também possui isoflavonas que ajudam a diminuir fogachos, além de prevenir osteoporose e proteger a mama.
Linhaça: age nos receptores hormonais, ajudando na redução do colesterol ruim. Também parece reduzir o risco de câncer de mama.
Yam mexicano: tem uma estrutura parecida com a progesterona, por isso está associado à diminuição dos fogachos, da secura vaginal, além de proteger o útero contra possíveis tumores.
Angelica sinensis: regula ciclos menstruais alterados e diminui o mal-estar da menopausa por causa dos flavonóides e esteróides.
Cimicifuga racemosa: possui isoflavonas e triterpenos que diminuem os fogachos, a depressão, além de melhorarem o sono. Também alivia a secura vaginal. Uma pesquisa da Universidade de Zurique apontou a planta como a mais eficiente contra os fogachos.
Reposição em questãMais conhecida por TRH, a Terapia de Reposição Hormonal é um tratamento que consiste em repor os hormônios femininos que os ovários deixam de fabricar após a menopausa, para que a mulher tenha uma condição semelhante à que apresentava durante a idade fértil. "Ao contrário do que se pensava, os hormônios sexuais não atuam apenas no útero, na vagina e nas mamas, mas em cada célula do organismo. Por isso, a falta deles tende a deteriorar a saúde", explica o ginecologista César Eduardo Fernandes (SP), presidente da Sociedade Brasileira do Climatério.
Há diversos tipos de tratamento. A escolha depende muito das condições apresentadas por cada mulher:
Se ela ainda menstrua, tem ciclos irregulares e...
Não demonstra sintomas: administra-se progesterona isolada, na segunda fase do ciclo, com a intenção de evitar sangramentos exagerados.
Apresenta ondas de calor ou alguma outra queixa: adota-se estrogênio (para alívio do mal-estar) e progesterona cíclica (para proteger o útero). Há ainda a possibilidade de ela não apresentar mais menstruação e...
Não ter útero: nesse caso, indicase a utilização de estrogênio isolado.
Ter útero e não menstruar há menos de um ano: o problema é de terapia de reposição combinada cíclica. A mulher recebe estrogênio e progesterona, mas de forma alternada, o que possibilita manter o fluxo menstrual.
Ter útero e não menstruar há mais de um ano: recomenda-se terapia de reposição combinada contínua. Ela recebe os dois hormônios diariamente e a menstruação não retorna.
Alimentação: estratégia vital
Uma dieta bem planejada ajuda a compensar a queda do estrogênio a partir dos 40 anos, aliviando sintomas e prevenindo danos à saúde:
Coma verduras, legumes e cereais diariamente, de preferência orgânicos e integrais. Lembre-se de diversificar as fontes de cálcio para fortalecer os ossos: leite e derivados, peixes, verduras e legumes verdes, ervilhas, feijões, gergelim e frutas secas.
Diminua o consumo de gordura, sobretudo de origem animal (principal fonte de colesterol) para proteger o coração e evitar ganho de peso.
Consuma no mínimo duas frutas frescas por dia. São ricas em nutrientes e podem driblar a compulsão por doces, comum nessa fase.
Reduza o consumo de café, doces e refrigerantes. Além de roubarem nutrientes como o cálcio, podem fazer você engordar.
Consuma alimentos fontes de vitamina C, que diminuem as ondas de calor, como as frutas cítricas e vegetais verde-escuros.
Prós e contras da terapia
A reposição de hormônios foi sugerida em 1966, pelo médico americano Robert Wilson, no livro Feminine Forever. E durante toda a década de 70 as mulheres receberam altas doses de estrogênio. Um aumento nos índices de câncer de endométrio (revestimento do útero), porém, reduziu o entusiasmo com o hormônio. Até que, nos anos 80, numa tentativa de copiar a natureza, foi criada a terapia combinada: além de estrogênio, a mulher recebe progesterona ou derivados sintéticos, que protegem o útero contra o crescimento de tumores, para aumentar a segurança do tratamento.
Os benefícios da reposição a curto prazo aliviam os sintomas da menopausa, especialmente as ondas de calor. Uma vez resolvido esse problema, obtém-se um efeito dominó e há diminuição nas queixas de insônia, queda de energia e fadiga. A falta de estrogênio ainda afeta o sistema nervoso central e a produção de diversos mensageiros químicos (neurotransmissores). É o caso da serotonina. A TRH seria capaz de corrigir o distúrbio, combatendo ansiedade, depressão e oscilações do humor. A longo prazo, um dos maiores benefícios do tratamento é a prevenção da osteoporose.
Há uma melhora também nos níveis de colágeno, auxiliando a hidratação da pele, segundo o médico Eliano Pellini (SP), que dirige o Setor de Ginecologia Endócrina da Faculdade de Medicina do ABC.
Vale a pena acrescentar que, depois da menopausa, a mulher não só adquire quilos a mais, como corre o risco de perder o desenho dos ombros e a cintura fina. A gordura, em vez de se depositar nos culotes, que é o padrão típico feminino, passa a se concentrar na barriga. O estrogênio contribui para que a silhueta seja preservada.
A TRH, porém, tem efeitos colaterais. Entre outras coisas, provoca: retenção de líquido no início, que tende a desaparecer com o tempo; entumescimento, desconforto e dor nos seios; dores de cabeça (sobretudo quando são utilizados remédios de uso oral) e sangramentos em épocas inesperadas.
Ela não é recomendada para: quem tem risco elevado de contrair câncer de mama ou histórico pessoal da doença; já teve câncer de endométrio ou lesões precursoras no útero; apresenta grave comprometimento da função hepática (os hormônios são metabolizados no fígado); possui tendência à formação de coágulos nos vasos ou já teve trombose ou embolia pulmonar e manifesta sangramento uterino não diagnosticado.
A divulgação do estudo, Women's Health Initiative, do Ministério da Saúde dos Estados Unidos, que envolveu 16 mil mulheres há três anos, surpreendeu médicos e usuárias da TRH. Os cientistas americanos verificaram que essas pessoas passaram a ter um risco oito vezes maior de desenvolver câncer de mama, derrames e doenças cardiovasculares.
Resultado: os consultórios médicos ficaram lotados de pacientes preocupadas com as graves conseqüências de uma terapia propos ta justamente para melhorar a qualidade de vida. Mesmo assim, a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira do Climatério (SOBRAC) asseguram que não existe nenhuma razão para pânico. Afinal, o trabalho avaliou apenas um esquema de reposição hormonal.
COMO ENFRENTAR AS TURBULÊNCIAS
Os sintomas variam de mulher para mulher. Algumas sofrem muito desconforto, outras quase nada. As felizardas correspondem entre 25% a 30% do total de mulheres nessa etapa. De 70% a 75% manifestam sintomas, mas eles nem sempre são intensos. De cada 100 que fazem parte desse segundo grupo, 25 têm sintomas leves, 50 moderados e as 25 restantes passam por desconfortos severos. "Há uma porção de fatores envolvidos, como hereditariedade, peso, alimentação e hábitos de vida", lembra Manoel Girão, ginecologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por isso a importância de adotar medidas simples que colaboram com a qualidade de vida e ajudam a atravessar a menopausa da melhor maneira possível. Confira:
1. Se ocorrer sangramentos intensos ou falhas ocasionais, procure seu ginecologista e faça exames de sangue para verificar os níveis de estrógeno.
2. Converse com seu ginecologista sobre a terapia de reposição hormonal e conheça as vantagens e desvantagens do tratamento. Aproveite para informarse sobre outras alternativas.
3. Evite alimentos muito condimentados ou bebidas alcoólicas, porque podem desencadear ondas de calor e mal-estar. Nada de fumar, ingerir chá preto ou café antes de dormir, porque são estimulantes. Se acordar no meio da noite, tome um copo de água e volte para a cama.
4. Use roupas confortáveis e de tecidos leves que permitem a transpiração e não provocam desconforto no momento em que aparecem as ondas de calor. Forrar a cama com lençóis de algodão também é uma boa sugestão.
5. Depressão e ansiedade atrapalham o dia-a-dia e dificultam o sono. Procure um especialista que poderá indicar medicações seguras para tratar esses sintomas. Psicanálise ou psicoterapia são bons suportes.
6. A atividade física é uma ótima aliada para os sintomas emocionais, já que libera endorfinas, substâncias responsáveis pelo bem-estar.
7. Encontre maneiras de relaxar. Leia um livro, medite, entre em contato com a natureza. Não desconte a irritação no parceiro ou nos filhos.
8. Enxaqueca e dores articulatórias devem ser tratadas por especialistas, principalmente se os sintomas forem intensos. Exercícios, acupuntura e outras terapias também ajudam a minimizar esses problemas.
9. O ato sexual pode ser muito confortável e prazeroso com o uso de cremes vaginais que lubrificam a região e evitam o risco de infecções e incontinência urinária. Exercícios pélvicos receitados por fisioterapeutas também são alternativas para fortalecer os músculos ao redor da bexiga.
10. Já existem vários tratamentos estéticos que melhoram a textura da pele, tão prejudicada nessa etapa da vida. Cremes à base de genisteína, um derivado da soja, são capazes de hidratar e melhorar a elasticidade da cútis. Os cabelos também podem voltar a ficar fortalecidos com produtos específicos e suplementos vitamínicos indicados pelo médico. Um corte prático, a cada três meses, deixará os fios com aspecto saudável. Experimente!
Caminhos alternativos
Muitas terapias já estão sendo indicadas para mulheres que não podem lançar mão do estrógeno ou que ainda estão inseguras com a terapia de reposição hormonal convencional. Nesses casos, o melhor é procurar formas alternativas de aliviar os principais sintomas da menopausa. Mas, claro, sempre com orientação médica.
Fitoterápicos em cena
Após a menopausa, o estrogênio natural pode ser preenchido pelos chamados fito-hormônios, substâncias naturais com ação parecida com a do estrogênio. Por isso, diversas plantas já estão sendo pesquisadas e prescritas para quem não faz a terapia tradicional. A mais estudada é a isoflavona - proveniente da soja -, por ser um agente protetor contra os tumores dependentes de hormônios. Para se ter idéia, uma porção de soja cozida (100 g), uma xícara de leite de soja ou meia xícara de tofu contém isoflavonas suficientes para exercer grandes benefícios ao organismo.
Pesquisas mostram que elas podem aliviar os sintomas decorrentes da falta do estrogênio na menopausa como fogacho, secura vaginal e insônia. O primeiro estudo clínico brasileiro a respeito foi conduzido pelo ginecologista Kyung Koo Han, do Setor de Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De 80 pacientes, metade consumiu 100 mg diárias de isoflavonas na forma de cápsulas por seis meses. Resultado: 85% tiveram diminuição das ondas de calor, dores de cabeça e insônia, além de redução no colesterol e no peso.
Contudo, como todo tratamento alternativo, a eficácia do fitoterápico ainda é muito discutida entre os especialistas. O resultado das pílulas de isoflavonas, por exemplo, não foi confirmado em um trabalho efetuado na famosa Clínica Mayo, nos Estados Unidos. "Ao que tudo indica os fitoestrógenos são bons para aliviar as ondas de calor e proteger as mamas e o útero contra câncer. Mas talvez não sejam tão potentes quanto a terapia de reposição hormonal para prevenir os danos causados a médio e longo prazo pela falta do estrogênio", diz o médico Mauro Abi Haidar.
O período, sem dúvida, traz muitas oscilações. Mas, com os devidos cuidados médicos e psicológicos, é possível transpor os obstáculos e ganhar mais qualidade de vida. Cuide-se e procure ajuda tão logo ache necessário
O papel da homeopatia
Trata-se de uma terapia que tem por objetivo equilibrar o organismo de maneira global. "Ela não tem uma ação específica sobre um sintoma como as drogas alopáticas", informa Frederico Berardo, clínico geral pela Universidade de São Paulo. Segundo o médico, os medicamentos homeopáticos podem aliviar os calores, melhorar a qualidade do sono e a disposição mental. Porém, a melhor fórmula seria a combinação da homeopatia com os produtos fitoterápicos.
NADA DE DEPRESSÃO
A alteração hormonal junta-se à crise de meia-idade, detonada na virada dos 40 anos, quando a mulher faz um balanço de sua existência e projetos para os próximos anos. Todos esses fatores mais a falta do estrogênio podem dificultar o dia-a-dia e até o controle emocional. Encontrar maneiras de relaxar e melhorar o ânimo evita os descontos na geladeira, no sono e na vida pessoal. "A escassez de hormônios atua diretamente no humor, o que aumenta a incidência de manifestações depressivas nessa fase", diz o psiquiatra Isaac Efraim (SP).
Existe uma discussão entre os especialistas sobre o aparecimento dos sinais de depressão na menopausa. Uns afirmam que o problema está associado às alterações biológicas e hormonais, outros acham que é um reagravamento de estados depressivos anteriores. Mas os sintomas existem e devem ser tratados.
"Sem dúvida a fase de adaptação nesse novo período culmina com aspectos individuais da pessoa como a saída dos filhos de casa, a solidão, o casamento que esfriou, a sensibilidade, influência cultural e até a própria maneira de a mulher encarar os fatos do cotidiano", fala a psiquiatra Maria Tereza Lourenço, doutora pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e diretora do Departamento de Psiquiatria do Hospital do Câncer, em São Paulo.
Se a instabilidade emocional persistir o ideal é procurar um profissional, que indicará o tratamento adequado, já que esses sintomas são muito individualizados. Antidepressivos e ansiolíticos estão com formulações mais suaves, que minimizam efeitos colaterais.Fonte:
Fonte: Revista Viva Saúde
Procurei meu medico que me receitou hormonios naturais para reposição, que vale dizer, são maravilhosos.
Assim, diante de uma situação como esta em que terei que viver longos anos com estes sintomas, resolvi ler sobre o assunto, quando deparei-me com esta reportagem esclarecedora da revista VIVA BEM. Vale a pena ler!
"O fim da menstruação mexe com o corpo e a cabeça da mulher. Saiba como enfrentar esse período de transição da melhor maneira possível
Além de preparar óvulos, o ovário tem a nobre função de fabricar os hormônios que regulam o ciclo menstrual feminino, o estrogênio e a progesterona. Essa indústria segue a pleno vapor até os 40 anos, quando sua capacidade de funcionamento começa a decair, gradualmente, quase sempre sem fazer alarde. Na primeira fase, há uma diminuição dos níveis de progesterona; na seguinte, falhas na produção de estrogênio acarretam alterações menstruais. Por volta dos 50 anos, enfim, ela chega: a menopausa. E, então, encerra-se a atividade ovariana e o sangramento.
Muitas mulheres encaram o fato como carta de alforria e alívio pelo término definitivo 'daqueles dias'. Porém, nem todas passam por essa fase com serenidade e precisam de auxílio médico. "Afinal, o estrogênio age de maneira universal no organismo feminino, regendo o sistema nervoso, a sexualidade, o sono, os ossos, a vitalidade, entre outros", diz Mauro Abi Haidar, chefe do Setor de Ginecologia Endócrina e Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O que acontece... ...a curto prazo
Cerca de 80% das mulheres apresentam ondas de calor, sudorese, interrupções do sono, irritabilidade, depressão e falta de concentração no período que vai de um a dois anos antes a um a dois anos depois da última menstruação espontânea.
...a médio prazo
A pele torna-se seca e quebradiça; a vagina sofre atrofias, perde elasticidade e defesas locais, surge dor nas relações sexuais; a bexiga fica vulnerável à urgência urinária e às infecções. Esses sinais aparecem de três a cinco anos após o aparecimento da menopausa.
...a longo prazo
Passados mais de 10 anos, sobe a incidência de doenças do coração, osteoporose e Alzheimer.
Esforço de adaptação
Dois anos antes do último sangramento, surgem os primeiros sinais de que os ovários estão prestes a se aposentar. Esse tempo é conhecido por pré-menopausa, a fase mais importante da perimenopausa, período que engloba um a dois anos antes e um a dois anos depois da menopausa.
É nesse intervalo que o organismo feminino realiza um esforço para se adaptar ao racionamento hormonal. A pele e os cabelos perdem o vigor, a vagina torna-se menos lubrificada, os ossos ficam mais suscetíveis à degeneração (osteoporose) e aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Há quem compare a etapa à adolescência: da mesma forma que a entrada dos hormônios provoca um turbilhão no corpo da garota, sua saída pode ocasionar mal-estar físico e instabilidade emocional na mulher madura.
O que mais influencia a idade da parada da menstruação é o fator genético. Se, por exemplo, a mãe teve uma menopausa precoce (antes dos 40 anos), a filha também é forte candidata a ter. Até hoje não existe comprovação científica de que algo possa adiar a aposentadoria dos ovários.
Um mau hábito, porém, pode antecipar em até dois anos a menopausa: o cigarro. Ele prejudica a integridade das artérias, comprometendo o fluxo sangüíneo, os ovários, entre outros danos. A cirurgia de retirada do útero (histerectomia) também é capaz de adiantar essa fase, caso os ovários tenham sido removidos na intervenção.
E O SEXO, COMO FICA?
"Infelizmente, a libido e a atividade sexual diminuem conforme a mulher envelhece, mas isso não significa o fim do prazer", diz o ginecologista e terapeuta sexual, Amaury Mendes Jr. (SP). As queixas mais comuns são a perda da libido, vagina seca, dor durante o sexo e falta de orgasmo. E muitos casais se afastam por causa disso. Mas cremes vaginais de uso local à base de estrogênio podem ajudar na lubrificação, facilitando o ato.
Primeiros sintomas
A alteração dos níveis de estrógeno está associada a sinais desagradáveis - variando de leves a graves - que surgem na menopausa. Um dos primeiros indícios da falência ovariana são irregularidades menstruais. A partir dos 48 anos, em média, quem menstruava com intervalos regulares de 28 dias, por exemplo, pode ter o sangramento a cada 24 ou 22 dias. O ciclo curto faz supor que a ovulação ocorre, mas de forma deficiente. Com o tempo, o intervalo entre as menstruações cresce para 40, 45 e até 60 dias.
Ciclos longos denotam falta de ovulação e de progesterona, hormônio que garante a regularidade menstrual, produzido após a liberação do óvulo. Quando a menstruação desce, finalmente, o fluxo é abundante e pode durar dez dias, em vez dos quatro a sete habituais. Na seqüência, é comum ocorrerem ausências menstruais por dois ou três meses. E depois o sangramento pode surgir novamente.
Nem toda mulher, porém, apresenta essa sucessão de eventos. Há casos em que a menopausa acontece sem sinais precedentes. Nessas situações, convém passar por uma avaliação médica. "Não podemos atribuir de cara as irregularidades menstruais à falta de hormônio. É preciso considerar outras causas, como miomas uterinos, tumor no ovário e câncer de útero", diz o ginecologista Mauro Abi Haidar.
Atividade física é fundamental:
Ela contribui para o desenvolvimento e a manutenção das capacidades motora, cardiovascular e respiratória, fortalece os ossos, ajuda a controlar o estresse e também auxilia no combate à depressão.
Tente exercitar-se três vezes por semana, mesclando exercícios aeróbicos (como natação ou caminhada) com musculação.
Para quem sofre de osteoporose e corre risco de fratura, o ideal é investir em hidroginástica, natação e bicicleta ergométrica.
Mas que calor é esse?
Chamado de fogacho, o calor repentino é característico dessa fase, atingindo cerca de 80% das mulheres. Ele provoca rubor, transpiração e até palpitações por alguns segundos e obedece a um ciclo, com início, ápice e fim. Ataca com freqüência durante o sono, ocasionando suores noturnos que chegam a encharcar a camisola, além de atrapalhar o período de descanso. Daí as queixas de insônia, nervosismo e fadiga no dia seguinte. O desconforto pode, ainda, vir acompanhado de outros sintomas como enjôos, dores de cabeça e tonturas.
Uma provável explicação para a onda de calor é que ela se origina de uma tentativa frustrada de elevar os estoques de estrogênio: o hipotálamo, parte do cérebro encarregada de controlar o ciclo menstrual, ordena um aumento na produção dos hormônios que estimulam a atividade ovariana. Também é o hipotálamo que exerce o papel de regular a temperatura corporal, além de comandar o apetite. Acredita-se que os fogachos se desencadeiam por tensão emocional, excitação, medo e ansiedade.
Outros sinais que surgem são instabilidade de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, queda de memória e depressão. Mas esses mesmos sintomas podem ser agravados pelo estresse e o medo que a pessoa sente de envelhecer e deixar de ser atraente. A perda da libido por ocasião da pré-menopausa, por exemplo, talvez esteja mais ligada às circunstâncias psicológicas do que propriamente à falta de hormônio, pondera a Sociedade Brasileira do Climatério.
À medida que os anos passam, os sintomas da menopausa tendem a desaparecer. Mas é importante lembrar que a deficiência de estrogênio tende a causar sérias conseqüências, como osteoporose e doenças cardiovasculares. O acompanhamento médico, assim como hábitos saudáveis de vida, são fundamentais para a mulher nessa fase.
Hormônios vegetais
Ilustrações: Marcelo GarciaAlcaçuz: tem efeito antiinflamatório e ação inibidora da proliferação de células tumorais porque seus ativos, as isoflavonas, atuam como estrógeno humano.
Trevo vermelho: também possui isoflavonas que ajudam a diminuir fogachos, além de prevenir osteoporose e proteger a mama.
Linhaça: age nos receptores hormonais, ajudando na redução do colesterol ruim. Também parece reduzir o risco de câncer de mama.
Yam mexicano: tem uma estrutura parecida com a progesterona, por isso está associado à diminuição dos fogachos, da secura vaginal, além de proteger o útero contra possíveis tumores.
Angelica sinensis: regula ciclos menstruais alterados e diminui o mal-estar da menopausa por causa dos flavonóides e esteróides.
Cimicifuga racemosa: possui isoflavonas e triterpenos que diminuem os fogachos, a depressão, além de melhorarem o sono. Também alivia a secura vaginal. Uma pesquisa da Universidade de Zurique apontou a planta como a mais eficiente contra os fogachos.
Reposição em questãMais conhecida por TRH, a Terapia de Reposição Hormonal é um tratamento que consiste em repor os hormônios femininos que os ovários deixam de fabricar após a menopausa, para que a mulher tenha uma condição semelhante à que apresentava durante a idade fértil. "Ao contrário do que se pensava, os hormônios sexuais não atuam apenas no útero, na vagina e nas mamas, mas em cada célula do organismo. Por isso, a falta deles tende a deteriorar a saúde", explica o ginecologista César Eduardo Fernandes (SP), presidente da Sociedade Brasileira do Climatério.
Há diversos tipos de tratamento. A escolha depende muito das condições apresentadas por cada mulher:
Se ela ainda menstrua, tem ciclos irregulares e...
Não demonstra sintomas: administra-se progesterona isolada, na segunda fase do ciclo, com a intenção de evitar sangramentos exagerados.
Apresenta ondas de calor ou alguma outra queixa: adota-se estrogênio (para alívio do mal-estar) e progesterona cíclica (para proteger o útero). Há ainda a possibilidade de ela não apresentar mais menstruação e...
Não ter útero: nesse caso, indicase a utilização de estrogênio isolado.
Ter útero e não menstruar há menos de um ano: o problema é de terapia de reposição combinada cíclica. A mulher recebe estrogênio e progesterona, mas de forma alternada, o que possibilita manter o fluxo menstrual.
Ter útero e não menstruar há mais de um ano: recomenda-se terapia de reposição combinada contínua. Ela recebe os dois hormônios diariamente e a menstruação não retorna.
Alimentação: estratégia vital
Uma dieta bem planejada ajuda a compensar a queda do estrogênio a partir dos 40 anos, aliviando sintomas e prevenindo danos à saúde:
Coma verduras, legumes e cereais diariamente, de preferência orgânicos e integrais. Lembre-se de diversificar as fontes de cálcio para fortalecer os ossos: leite e derivados, peixes, verduras e legumes verdes, ervilhas, feijões, gergelim e frutas secas.
Diminua o consumo de gordura, sobretudo de origem animal (principal fonte de colesterol) para proteger o coração e evitar ganho de peso.
Consuma no mínimo duas frutas frescas por dia. São ricas em nutrientes e podem driblar a compulsão por doces, comum nessa fase.
Reduza o consumo de café, doces e refrigerantes. Além de roubarem nutrientes como o cálcio, podem fazer você engordar.
Consuma alimentos fontes de vitamina C, que diminuem as ondas de calor, como as frutas cítricas e vegetais verde-escuros.
Prós e contras da terapia
A reposição de hormônios foi sugerida em 1966, pelo médico americano Robert Wilson, no livro Feminine Forever. E durante toda a década de 70 as mulheres receberam altas doses de estrogênio. Um aumento nos índices de câncer de endométrio (revestimento do útero), porém, reduziu o entusiasmo com o hormônio. Até que, nos anos 80, numa tentativa de copiar a natureza, foi criada a terapia combinada: além de estrogênio, a mulher recebe progesterona ou derivados sintéticos, que protegem o útero contra o crescimento de tumores, para aumentar a segurança do tratamento.
Os benefícios da reposição a curto prazo aliviam os sintomas da menopausa, especialmente as ondas de calor. Uma vez resolvido esse problema, obtém-se um efeito dominó e há diminuição nas queixas de insônia, queda de energia e fadiga. A falta de estrogênio ainda afeta o sistema nervoso central e a produção de diversos mensageiros químicos (neurotransmissores). É o caso da serotonina. A TRH seria capaz de corrigir o distúrbio, combatendo ansiedade, depressão e oscilações do humor. A longo prazo, um dos maiores benefícios do tratamento é a prevenção da osteoporose.
Há uma melhora também nos níveis de colágeno, auxiliando a hidratação da pele, segundo o médico Eliano Pellini (SP), que dirige o Setor de Ginecologia Endócrina da Faculdade de Medicina do ABC.
Vale a pena acrescentar que, depois da menopausa, a mulher não só adquire quilos a mais, como corre o risco de perder o desenho dos ombros e a cintura fina. A gordura, em vez de se depositar nos culotes, que é o padrão típico feminino, passa a se concentrar na barriga. O estrogênio contribui para que a silhueta seja preservada.
A TRH, porém, tem efeitos colaterais. Entre outras coisas, provoca: retenção de líquido no início, que tende a desaparecer com o tempo; entumescimento, desconforto e dor nos seios; dores de cabeça (sobretudo quando são utilizados remédios de uso oral) e sangramentos em épocas inesperadas.
Ela não é recomendada para: quem tem risco elevado de contrair câncer de mama ou histórico pessoal da doença; já teve câncer de endométrio ou lesões precursoras no útero; apresenta grave comprometimento da função hepática (os hormônios são metabolizados no fígado); possui tendência à formação de coágulos nos vasos ou já teve trombose ou embolia pulmonar e manifesta sangramento uterino não diagnosticado.
A divulgação do estudo, Women's Health Initiative, do Ministério da Saúde dos Estados Unidos, que envolveu 16 mil mulheres há três anos, surpreendeu médicos e usuárias da TRH. Os cientistas americanos verificaram que essas pessoas passaram a ter um risco oito vezes maior de desenvolver câncer de mama, derrames e doenças cardiovasculares.
Resultado: os consultórios médicos ficaram lotados de pacientes preocupadas com as graves conseqüências de uma terapia propos ta justamente para melhorar a qualidade de vida. Mesmo assim, a Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira do Climatério (SOBRAC) asseguram que não existe nenhuma razão para pânico. Afinal, o trabalho avaliou apenas um esquema de reposição hormonal.
COMO ENFRENTAR AS TURBULÊNCIAS
Os sintomas variam de mulher para mulher. Algumas sofrem muito desconforto, outras quase nada. As felizardas correspondem entre 25% a 30% do total de mulheres nessa etapa. De 70% a 75% manifestam sintomas, mas eles nem sempre são intensos. De cada 100 que fazem parte desse segundo grupo, 25 têm sintomas leves, 50 moderados e as 25 restantes passam por desconfortos severos. "Há uma porção de fatores envolvidos, como hereditariedade, peso, alimentação e hábitos de vida", lembra Manoel Girão, ginecologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por isso a importância de adotar medidas simples que colaboram com a qualidade de vida e ajudam a atravessar a menopausa da melhor maneira possível. Confira:
1. Se ocorrer sangramentos intensos ou falhas ocasionais, procure seu ginecologista e faça exames de sangue para verificar os níveis de estrógeno.
2. Converse com seu ginecologista sobre a terapia de reposição hormonal e conheça as vantagens e desvantagens do tratamento. Aproveite para informarse sobre outras alternativas.
3. Evite alimentos muito condimentados ou bebidas alcoólicas, porque podem desencadear ondas de calor e mal-estar. Nada de fumar, ingerir chá preto ou café antes de dormir, porque são estimulantes. Se acordar no meio da noite, tome um copo de água e volte para a cama.
4. Use roupas confortáveis e de tecidos leves que permitem a transpiração e não provocam desconforto no momento em que aparecem as ondas de calor. Forrar a cama com lençóis de algodão também é uma boa sugestão.
5. Depressão e ansiedade atrapalham o dia-a-dia e dificultam o sono. Procure um especialista que poderá indicar medicações seguras para tratar esses sintomas. Psicanálise ou psicoterapia são bons suportes.
6. A atividade física é uma ótima aliada para os sintomas emocionais, já que libera endorfinas, substâncias responsáveis pelo bem-estar.
7. Encontre maneiras de relaxar. Leia um livro, medite, entre em contato com a natureza. Não desconte a irritação no parceiro ou nos filhos.
8. Enxaqueca e dores articulatórias devem ser tratadas por especialistas, principalmente se os sintomas forem intensos. Exercícios, acupuntura e outras terapias também ajudam a minimizar esses problemas.
9. O ato sexual pode ser muito confortável e prazeroso com o uso de cremes vaginais que lubrificam a região e evitam o risco de infecções e incontinência urinária. Exercícios pélvicos receitados por fisioterapeutas também são alternativas para fortalecer os músculos ao redor da bexiga.
10. Já existem vários tratamentos estéticos que melhoram a textura da pele, tão prejudicada nessa etapa da vida. Cremes à base de genisteína, um derivado da soja, são capazes de hidratar e melhorar a elasticidade da cútis. Os cabelos também podem voltar a ficar fortalecidos com produtos específicos e suplementos vitamínicos indicados pelo médico. Um corte prático, a cada três meses, deixará os fios com aspecto saudável. Experimente!
Caminhos alternativos
Muitas terapias já estão sendo indicadas para mulheres que não podem lançar mão do estrógeno ou que ainda estão inseguras com a terapia de reposição hormonal convencional. Nesses casos, o melhor é procurar formas alternativas de aliviar os principais sintomas da menopausa. Mas, claro, sempre com orientação médica.
Fitoterápicos em cena
Após a menopausa, o estrogênio natural pode ser preenchido pelos chamados fito-hormônios, substâncias naturais com ação parecida com a do estrogênio. Por isso, diversas plantas já estão sendo pesquisadas e prescritas para quem não faz a terapia tradicional. A mais estudada é a isoflavona - proveniente da soja -, por ser um agente protetor contra os tumores dependentes de hormônios. Para se ter idéia, uma porção de soja cozida (100 g), uma xícara de leite de soja ou meia xícara de tofu contém isoflavonas suficientes para exercer grandes benefícios ao organismo.
Pesquisas mostram que elas podem aliviar os sintomas decorrentes da falta do estrogênio na menopausa como fogacho, secura vaginal e insônia. O primeiro estudo clínico brasileiro a respeito foi conduzido pelo ginecologista Kyung Koo Han, do Setor de Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). De 80 pacientes, metade consumiu 100 mg diárias de isoflavonas na forma de cápsulas por seis meses. Resultado: 85% tiveram diminuição das ondas de calor, dores de cabeça e insônia, além de redução no colesterol e no peso.
Contudo, como todo tratamento alternativo, a eficácia do fitoterápico ainda é muito discutida entre os especialistas. O resultado das pílulas de isoflavonas, por exemplo, não foi confirmado em um trabalho efetuado na famosa Clínica Mayo, nos Estados Unidos. "Ao que tudo indica os fitoestrógenos são bons para aliviar as ondas de calor e proteger as mamas e o útero contra câncer. Mas talvez não sejam tão potentes quanto a terapia de reposição hormonal para prevenir os danos causados a médio e longo prazo pela falta do estrogênio", diz o médico Mauro Abi Haidar.
O período, sem dúvida, traz muitas oscilações. Mas, com os devidos cuidados médicos e psicológicos, é possível transpor os obstáculos e ganhar mais qualidade de vida. Cuide-se e procure ajuda tão logo ache necessário
O papel da homeopatia
Trata-se de uma terapia que tem por objetivo equilibrar o organismo de maneira global. "Ela não tem uma ação específica sobre um sintoma como as drogas alopáticas", informa Frederico Berardo, clínico geral pela Universidade de São Paulo. Segundo o médico, os medicamentos homeopáticos podem aliviar os calores, melhorar a qualidade do sono e a disposição mental. Porém, a melhor fórmula seria a combinação da homeopatia com os produtos fitoterápicos.
NADA DE DEPRESSÃO
A alteração hormonal junta-se à crise de meia-idade, detonada na virada dos 40 anos, quando a mulher faz um balanço de sua existência e projetos para os próximos anos. Todos esses fatores mais a falta do estrogênio podem dificultar o dia-a-dia e até o controle emocional. Encontrar maneiras de relaxar e melhorar o ânimo evita os descontos na geladeira, no sono e na vida pessoal. "A escassez de hormônios atua diretamente no humor, o que aumenta a incidência de manifestações depressivas nessa fase", diz o psiquiatra Isaac Efraim (SP).
Existe uma discussão entre os especialistas sobre o aparecimento dos sinais de depressão na menopausa. Uns afirmam que o problema está associado às alterações biológicas e hormonais, outros acham que é um reagravamento de estados depressivos anteriores. Mas os sintomas existem e devem ser tratados.
"Sem dúvida a fase de adaptação nesse novo período culmina com aspectos individuais da pessoa como a saída dos filhos de casa, a solidão, o casamento que esfriou, a sensibilidade, influência cultural e até a própria maneira de a mulher encarar os fatos do cotidiano", fala a psiquiatra Maria Tereza Lourenço, doutora pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e diretora do Departamento de Psiquiatria do Hospital do Câncer, em São Paulo.
Se a instabilidade emocional persistir o ideal é procurar um profissional, que indicará o tratamento adequado, já que esses sintomas são muito individualizados. Antidepressivos e ansiolíticos estão com formulações mais suaves, que minimizam efeitos colaterais.Fonte:
Fonte: Revista Viva Saúde
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