Cada vez mais perto de uma vacina contra o Ebola
Uma análise preliminar publicada hoje na revista
médica The Lancet indicou resultados muito promissores para uma das vacinas
candidatas contra o Ebola. A análise afirma que a eficácia da vacina é de 100%.
O teste com a vacina chamada rVSV-EBOV – conduzido pela Organização Mundial da
Saúde (OMS), a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras
(MSF), o Instituto Norueguês de Saúde Pública e autoridades da Guiné – que teve
início em março de 2015, na Guiné, foi direcionado a grupos de pessoas que
tiveram contato com pacientes infectados, assim como a profissionais de saúde
que atuam diretamente no combate ao vírus e correm risco de contrair a doença.
MSF está profundamente envolvida no teste e administrou a vacina para 1.200
profissionais na Guiné, incluindo médicos, enfermeiros, paramédicos,
funcionários do laboratório, funcionários da limpeza e equipes que acompanham
os funerais. O Dr. Bertrand Draguez, que tem liderado a plataforma de MSF em
ferramentas experimentais para o Ebola, conta o que isso significa na luta
contra a doença.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina
funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da
amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a
grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar
usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos
à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais
que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos
comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola.
Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido
muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante
dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta
preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento
em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa
ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e
apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali,
significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter
continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento,
sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio
psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta
preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a
priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em
contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na
linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor
utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas
que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível
para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação
de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos
de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos
de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da
estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em
todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns
locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais
sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram
contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus.
Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser
vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos,
mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente
de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos
1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos
os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a
expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra
Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países
afetados?
Esses resultados são promissores e,
definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto
risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que
continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo
o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e
isolamento de pacientes infectados.
Fonte:http://www.msf.org.br/noticias
Entrevista
com Dr. Bertrand Dragez, diretor médico de MSF
Foto:
Yann Libessart/MSF
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Cada vez mais perto de uma vacina contra o Ebola
31/07/2015
Entrevista com Dr. Bertrand Dragez, diretor médico de MSF
Foto: Yann Libessart/MSF
Uma
análise preliminar publicada hoje na revista médica The Lancet indicou
resultados muito promissores para uma das vacinas candidatas contra o
Ebola. A análise afirma que a eficácia da vacina é de 100%. O teste com a
vacina chamada rVSV-EBOV – conduzido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras
(MSF), o Instituto Norueguês de Saúde Pública e autoridades da Guiné –
que teve início em março de 2015, na Guiné, foi direcionado a grupos de
pessoas que tiveram contato com pacientes infectados, assim como a
profissionais de saúde que atuam diretamente no combate ao vírus e
correm risco de contrair a doença. MSF está profundamente envolvida no
teste e administrou a vacina para 1.200 profissionais na Guiné,
incluindo médicos, enfermeiros, paramédicos, funcionários do
laboratório, funcionários da limpeza e equipes que acompanham os
funerais. O Dr. Bertrand Draguez, que tem liderado a plataforma de MSF
em ferramentas experimentais para o Ebola, conta o que isso significa na
luta contra a doença.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola. Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali, significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento, sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus. Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos, mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos 1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países afetados?
Esses resultados são promissores e, definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e isolamento de pacientes infectados.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola. Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali, significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento, sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus. Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos, mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos 1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países afetados?
Esses resultados são promissores e, definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e isolamento de pacientes infectados.
Cada vez mais perto de uma vacina contra o Ebola
31/07/2015
Entrevista com Dr. Bertrand Dragez, diretor médico de MSF
Foto: Yann Libessart/MSF
Uma
análise preliminar publicada hoje na revista médica The Lancet indicou
resultados muito promissores para uma das vacinas candidatas contra o
Ebola. A análise afirma que a eficácia da vacina é de 100%. O teste com a
vacina chamada rVSV-EBOV – conduzido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras
(MSF), o Instituto Norueguês de Saúde Pública e autoridades da Guiné –
que teve início em março de 2015, na Guiné, foi direcionado a grupos de
pessoas que tiveram contato com pacientes infectados, assim como a
profissionais de saúde que atuam diretamente no combate ao vírus e
correm risco de contrair a doença. MSF está profundamente envolvida no
teste e administrou a vacina para 1.200 profissionais na Guiné,
incluindo médicos, enfermeiros, paramédicos, funcionários do
laboratório, funcionários da limpeza e equipes que acompanham os
funerais. O Dr. Bertrand Draguez, que tem liderado a plataforma de MSF
em ferramentas experimentais para o Ebola, conta o que isso significa na
luta contra a doença.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola. Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali, significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento, sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus. Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos, mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos 1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países afetados?
Esses resultados são promissores e, definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e isolamento de pacientes infectados.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola. Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali, significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento, sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus. Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos, mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos 1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países afetados?
Esses resultados são promissores e, definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e isolamento de pacientes infectados.
Cada vez mais perto de uma vacina contra o Ebola
31/07/2015
Entrevista com Dr. Bertrand Dragez, diretor médico de MSF
Foto: Yann Libessart/MSF
Uma
análise preliminar publicada hoje na revista médica The Lancet indicou
resultados muito promissores para uma das vacinas candidatas contra o
Ebola. A análise afirma que a eficácia da vacina é de 100%. O teste com a
vacina chamada rVSV-EBOV – conduzido pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras
(MSF), o Instituto Norueguês de Saúde Pública e autoridades da Guiné –
que teve início em março de 2015, na Guiné, foi direcionado a grupos de
pessoas que tiveram contato com pacientes infectados, assim como a
profissionais de saúde que atuam diretamente no combate ao vírus e
correm risco de contrair a doença. MSF está profundamente envolvida no
teste e administrou a vacina para 1.200 profissionais na Guiné,
incluindo médicos, enfermeiros, paramédicos, funcionários do
laboratório, funcionários da limpeza e equipes que acompanham os
funerais. O Dr. Bertrand Draguez, que tem liderado a plataforma de MSF
em ferramentas experimentais para o Ebola, conta o que isso significa na
luta contra a doença.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola. Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali, significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento, sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus. Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos, mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos 1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países afetados?
Esses resultados são promissores e, definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e isolamento de pacientes infectados.
O que mostram os dados preliminares?
Os dados atuais basicamente mostram que a vacina funciona para proteger as pessoas contra o Ebola. Mesmo que a dimensão da amostra seja bem pequena, e que mais pesquisas e análises sejam necessárias, a grandiosidade dessa emergência de saúde pública deve nos levar a continuar usando essa vacina neste momento para proteger aqueles que podem ficar expostos à doença: pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais que trabalham diretamente no combate ao Ebola.
Quão animadores são esses resultados preliminares?
Pela primeira vez na história, nós recebemos comprovações da eficácia da vacina, o que ajudará na luta contra o Ebola. Muitas pessoas estão morrendo por essa doença extremamente fatal, e tem sido muito frustrante para profissionais de saúde se sentirem tão impotentes diante dela. É preciso mais dados para nos dizer realmente o quão eficaz essa ferramenta preventiva é, mas isso é um avanço único. Por exemplo, não está claro o momento em que a proteção começa a funcionar e quanto tempo ela dura. Tudo isso precisa ser determinado por meio de mais pesquisas e análises.
O que isso significa na luta contra o Ebola?
O padrão atual da epidemia, que é esporádico e apresenta cadeias de transmissão relativamente reduzidas surgindo aqui e ali, significa que todos os componentes da luta contra a doença precisam ter continuidade. Isso inclui a gestão de casos de Ebola, isolamento, sensibilização da comunidade, funerais seguros, promoção de saúde, apoio psicossocial e rastreio de pessoas que tiveram contato com o vírus.
Mas é claro que a inclusão de uma ferramenta preventiva acelerará a interrupção das cadeias de transmissão, com a priorização dos testes em pessoas e profissionais de saúde que estiveram em contato com pacientes infectados, bem como profissionais de saúde que atuam na linha de frente.
Como essa nova ferramenta pode ser melhor utilizada?
Agora que sabemos que a vacina funciona, as pessoas que precisam dela devem, indispensavelmente, consegui-la o mais rápido possível para interromper as cadeias de transmissão existentes. Portanto, a reaplicação de uma abordagem direta, concentrando esforços naqueles mais expostos a riscos de infecção, deve acontecer imediatamente, e nós fazemos um apelo aos governos de países afetados para que comecem a usar esta vacina o quanto antes dentro da estrutura desse teste.
Deve haver uma campanha de vacinação massiva em todos os países afetados?
No momento, a epidemia está localizada em alguns locais das regiões afetadas. Esse tipo de padrão significa que faria muito mais sentido concentrar nossa energia e recursos em vacinar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e profissionais de saúde que combatem o vírus. Essas pessoas correm maior risco de contrair a doença e, portanto, devem ser vacinadas com urgência.
Como MSF esteve envolvida no teste?
É raro MSF estar envolvida em ensaios clínicos, mas, dado a grandiosidade dessa crise e nossa posição única na linha de frente de combate ao Ebola, decidimos ter parte disso. Na Guiné, nós já vacinamos 1.200 profissionais de saúde na primeira fase do teste e, agora que conhecemos os resultados preliminares acerca da eficácia da vacina, MSF está determinada a expandir sua atuação e encorajar e contribuir com testes similares em Serra Leoa e na Libéria.
Isso vai mudar a resposta de MSF nos países afetados?
Esses resultados são promissores e, definitivamente, nós devemos disponibilizar esta vacina para grupos de alto risco o mais rápido possível. Mas também é de crucial importância que continuemos trabalhando em todos os pilares de uma resposta ao Ebola, incluindo o rastreamento de pessoas que tiveram contato com o vírus, promoção de saúde e isolamento de pacientes infectados.
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